AFBNB participa de audiência que discutiu o papel estratégico do BASA para o desenvolvimento da Amazônia

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A diretora-presidente da AFBNB, Rita Josina Feitosa da Silva, participou na manhã desta quinta-feira (7) de audiência pública em Brasília que debateu “O papel estratégico do BASA para o desenvolvimento da Amazônia”, mobilizada pela Associação dos Empregados do BASA (AEBA), junto à Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA) da Câmara Federal.

A audiência contou com a presença do Presidente do BNB, Romildo Rolim; Sinval da Mata Júnior, do Banco do Brasil; de Silvio Kanner, Presidente da AEBA e dos deputados da Comissão, além de trabalhadores do BASA e do BNB.

Rita destacou que a AFBNB acompanha de perto a luta da AEBA e que a trajetória de ambas as entidades se mistura à criação dos Fundos Constitucionais – foi a partir da forte articulação das associações que o artigo que criava o FNE, FNO e FCO foi inserido na Constituição de 1988. “Nossa luta é muito parecida, queremos minimizar as desigualdades regionais, reduzir a pobreza. Essa audiência é importante para que possamos ampliar esse debate e mostrar o que está sendo feito”, afirmou, tanto se referindo à ação das entidades de trabalhadores quanto aos bancos regionais, instrumentos imprescindíveis para o desenvolvimento do país.  “Os bancos de desenvolvimento contribuem de maneira extraordinária para o desenvolvimento das regiões em que atuam”, completou a dirigente.

Ela citou os documentos que a AFBNB tem produzido ao longo de sua história, destacando a Carta de Brasília e o documento em parceria com a AEBA, em defesa dos fundos constitucionais e das instituições públicas. Ressaltou também o diferencial dos trabalhadores dessas instituições: “Os trabalhadores são capacitados, são comprometidos, estão no dia a dia, conhecem o cliente, conhecem a realidade. Por isso quando se começa a falar de compartilhar recursos dos fundos constitucionais fazemos uma defesa tão contundente dos bancos regionais! Queremos um FNE 100% BNB e um FNO 100% BASA e isso não é corporativista; é porque conhecemos a história dessas instituições, a demanda, e entendemos que o trabalhador que está capacitado para aplicar esses recursos é o trabalhador dessas instituições”.

Outro ponto defendido pela diretora-presidente da AFBNB foi o recorte regional nas políticas públicas, retomando a ideia do ex-ministro Mangabeira Unger: “a gente entende que precisa ter um desenvolvimento nacional mas defende o enfoque regional dentro dessa política. Só haverá a solução para o Brasil se houver solução para o Nordeste e só haverá solução para o Nordeste se houver solução para o semiárido. Temos que pensar o global, mas também o local com as suas situações e as suas demandas específicas”.

A audiência na íntegra pode ser assistida em: https://www.youtube.com/watch?v=0h3eF-gp3Ug&fbclid=IwAR0VVbK6kD3jgF4MeysDHhYblweaNC45oSi2gs8X4DjgqRTq9McCUmd1AHs

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