Campanha salarial 2018 – Quem constrói o Banco merece resultados positivos

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“Fique você com a mente positiva
Que eu quero é a voz ativa, ela é que é uma boa!” 
(Belchior)

Os jornais cearenses de hoje estampam matérias alvissareiras com relação ao desempenho operacional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no primeiro semestre desse ano.  Um dos destaques é o aumento de 95,23% na aplicação dos recursos do FNE no período. De janeiro a junho o Banco aplicou mais de R$ 17 bilhões de recursos do Fundo Constitucional, cifras que indicam um lucro líquido de R$ 231,8 milhões no semestre e lucro operacional de R$ 436,7 milhões, segundo informações publicadas na imprensa.

Os dados certamente alegram quem trabalha pelo fortalecimento do BNB, como é o caso da AFBNB, mas nos faz refletir sobre qual Banco é esse: “o Banco aplicou”, “o Banco regularizou”, “o Banco trabalhou”…  Quem é o Banco? Quem faz o Banco acontecer? Quem carrega o piano – muitas vezes sem reclamar, sem as devidas condições de trabalho, e ainda assim com orgulho de fazer parte dessa Instituição?

Essas reflexões são importantes sempre, sobretudo agora, quando os trabalhadores estão em plena campanha salarial, momento apropriado para reconhecer o esforço e a dedicação e negociar com seriedade e respeito as demandas da categoria. Mas não é isso que tem ocorrido. Nas reuniões realizadas até agora – gerais e específicas dos Bancos – não houve um avanço sequer, nem mesmo a garantia de que o acordo passado continuará valendo até a assinatura do próximo (ultratividade). Ao contrário, as contrapropostas do patrão beiram  à sandice, como por exemplo um acordo com validade de 4 anos!

Especificamente com relação ao BNB, as demandas específicas proliferam: de questões de infraestrutura de agências à falta de isonomia em processos internos; de carência de pessoal a problemas nas Caixas de Saúde e Previdência; dos esqueletos da reestruturação ao trabalho gratuito, passando pelas inconsistências e incoerências do Plano de Cargos e Remuneração. Antigas e novas, elas se arrastam ou são empurradas pra baixo do tapete, mas estão sempre ali, à espera de uma solução que atenda às expectativas dos trabalhadores.

Voltemos às manchetes dos jornais e as guardemos como trunfos na hora da negociação. Não custa lembrar que o Banco é cada um dos seus 7020 empregados. São eles e elas que fazem os resultados, que se dedicam, que pensam em prol da instituição, que trabalham e que merecem ser valorizados e respeitados.

Quanto aos trabalhadores, é importante também que se reconheçam como valorosos, que se inquietem, que não se acomodem, que não esperem o direito ou os benefícios chegarem voluntariamente, porque não chegarão! Eles precisam ser reivindicados, exigidos, conquistados com muita luta e, acima de tudo, com união. Para isso, participe dos fóruns da categoria convocados pelo sindicato de sua base, sugira, cobre dos dirigentes, mobilize sua unidade, aja! E conte sempre com o apoio da AFBNB!

AFBNB ao lado dos trabalhadores.

Gestão Unidade e Luta

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