Capitalização deve voltar à pauta em breve. Ruim

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Agora que a reforma da Previdência passou pelo Congresso Nacional, o governo Bolsonaro quer retomar o debate sobre o regime de capitalização. Uma medida que atende apenas o grande capital.

Na capitalização, o trabalhador faz uma espécie de poupança, vinculada aos bancos, mas, na hora da aposentadoria, recebe apenas uma parte. A outra fica para os bancos.

Para se ter uma ideia, caso ocorra a alteração, o lucro das organizações financeiras chegaria a R$ 388 bilhões por ano. A estimativa é da Unafisco (Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal).

O Chile é um bom exemplo de que a mudança prejudica a população. Lá, por conta da capitalização, o benefício médio dos aposentados não passa dos US$ 220, pouco mais da metade do salário mínimo, sem falar nas pessoas que nem se aposentam.

Não é à toa que o país em ebulição, com intensas manifestações há mais de uma semana contra a política neoliberal do atual presidente Sebastián Piñera e também por mudanças no regime de Previdência.

Pelo regime atualmente em vigor no Chile, os trabalhadores depositam cerca de 12% do salário todo mês em contas individuas, gerenciadas por entidades privadas, chamadas de Administradores de Fundos de Pensão. Mas, quando se aposentam, recebem apenas uma parte. Exatamente como quer o governo Bolsonaro.
Dados da OIT
Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), de 193 países, apenas 30 privatizaram os sistemas de Previdência Social, sendo que 18 já reverteram para o modelo estatal.

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