Deputados ressaltam importância do BNB para o desenvolvimento regional

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Deputados estaduais e federais cearenses destacaram, nesta sexta-feira (05/04), durante a instalação da Frente Parlamentar Nacional em Defesa do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), na AL, a contribuição e o papel da instituição na redução das desigualdades sociais.

O deputado Moisés Braz (PT) afirmou que, em mais de 70 anos de atuação, o BNB se consolidou como um banco de fomento, apoiando não só o agricultor rural, mas o microempreendedor, por meio de programas de crédito oferecidos pela instituição, como o Agroamigo. “Não podemos deixar que um banco desses seja privatizado ou incorporado”, disse.

Para o deputado Romeu Aldigueri (PDT), a instituição financeira é um banco estratégico na redução das desigualdades e para a geração de renda. Na avaliação dele, o BNB figura como o maior operador de crédito rural do País. Segundo ele, além de gerar grandes lucros e possuir alta taxa de adimplência, o banco atua em municípios com baixos índices de aplicação e de Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Não há razão (para privatização), o banco precisa é ser fortalecido”, observou.

O deputado Sérgio Aguiar (PDT) ressaltou que a mobilização dá condição de enfrentar a problemática. “Movimentos como esse servem para que consigamos ter a perspectiva de fortalecer essas discussões. E o presidente (da Assembleia Legislativa do Ceará) Sarto marca um grande ponto ao reunir e mobilizar para que a gente consiga ter essa expressividade da força política em defesa do Banco do Nordeste”, ressaltou Sérgio.

A deputada Augusta Brito (PCdoB) propôs que, além de tudo que já foi realizado em defesa do banco, deve haver uma articulação entre os prefeitos do Nordeste. Segundo ela, o interior do Ceará possui aproximadamente 40 agências do BNB. “Eu sei da grande dificuldade que existe para manter essas agências, e justamente por isso os prefeitos dos municípios devem se engajar nessa luta”, recomendou Augusta Brito.

A deputada considerou ainda que 67% das linhas de crédito do Crediamigo foram concedidas a mulheres. “Isso prova que as mulheres também estão se empoderando por meio dessa estratégia que é o empreendedorismo, então é importante considerar que o BNB exerce um papel fundamental nessa luta”.

 

DEFESA NA CÂMARA

O deputado federal José Airton (PT-CE) destacou que, apesar de divergências políticas, há um esforço grande da bancada nordestina na Câmara Federal em defesa da região. “Há uma unidade. Tem divergências, mas, quando se trata de interesses do Ceará e do desenvolvimento regional, as forças políticas têm se unido”, ressaltou.

O deputado federal Mauro Filho (PDT-CE) frisou que “não é nenhum favor preservar o Banco do Nordeste”. Segundo ele, o órgão fomentou importantes alicerces para a economia nordestina e brasileira. “O BNB gera ou mantém cerca de 1,4 milhões de empregos, em uma época em que o volume de desempregados aumentou no Brasil e se inverteram os índices de trabalhadores com empregos formais e carteira assinada com os de trabalhadores com empregos informais e sem carteira assinada – estando esses últimos em maior número atualmente”, disse.

O BNB, ainda de acordo com Mauro Filho, deu oportunidade aos microempreendedores, sendo, dessa forma, um agente de combate à pobreza. “E ainda, com todas essas funções, o BNB consegue ser um exemplo de gestão e ainda gerar lucro”, disse.

O deputado federal Dr. Jaziel (PR/CE) também ressaltou a importância do banco e pontuou que, apesar de ser simpático politicamente e ter votado no grupo que hoje governa o País, não concorda com a medida proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O deputado federal Heitor Freire (PSL/CE) afirmou que o BNB não será privatizado e lembrou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, sempre disse que o órgão que for estratégico para o Brasil não será privatizado. “Nem Banco do Brasil, nem Caixa Econômica e nem o Banco do Nordeste”, assegurou.

O parlamentar afirmou também que irá defender o banco caso isso venha a se confirmar. Segundo ele, o índice de inadimplência dos pequenos empreendedores é muito baixo, e o dos grandes, muito alto. “E os pequenos mal conseguem ter acesso a esse crédito, devido à burocracia. Isso, sim, deve acabar”, avaliou.

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