Falta de sinalização sobre o BNB

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Queremos acreditar, mesmo não sendo nada louvável, que há desconhecimento sobre os estados do Polígono da Seca. Queremos acreditar que a importância do papel do Banco do Nordeste (BNB) ainda não foi colocada em discussão como deveria. Pois tiro no pé do Governo Federal e no coração do desenvolvimento do Nordeste seria uma possível privatização, extinção ou incorporação da instituição de fomento regional. Difícil também acreditar que tais ações ocorreriam. Seria uma luta árdua no Congresso Nacional para aprovar qualquer milímetro de avanço no sentido de descaracterizar o que é hoje o BNB e mexer também nos fundos constitucionais, principal forma de financiamento do banco. Seria demais para a imagem dos políticos da bancada Nordeste, região mais beneficiada pelos financiamentos da instituição. O banco ainda atende Norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

Mas, mesmo que seja difícil de acontecer o que não dá para acreditar, preocupa o desconhecimento em relação ao BNB. Permanece um silêncio. Ainda não se falou como o funcionamento do banco vai ser tocado no governo Bolsonaro, nem por quem a cadeira maior da instituição será comandada. Hoje, é onde senta Romildo Rolim, no BNB desde 1989 e que atuava na Diretoria Financeira e de Crédito antes de assumir a Presidência.

No início do ano, chegou-se a especular disputa na continuidade de Rolim ou nomes como o ex-presidente do banco, apadrinhado por Eunício Oliveira (MDB), o economista Marcos Holanda, além do diretor do Grupo M. Dias Branco, Geraldo Luciano, que vai sair do cargo atual na empresa para ir para o Conselho de Administração. Também se cogitou Eduardo Diogo, ex-secretário de Planejamento do Ceará, e o empresário Igor Lucena, filho do ex-vice-prefeito Gaudêncio Lucena. Depois desta data, nada mais se ouviu falar. Significaria dizer que a ingerência política para a escolha da Presidência do BNB foi cortada? Decerto que não. O fato é que, importante fonte de crédito para diminuir as desigualdades regionais, o banco não pode perder o espaço no microcrédito para outras instituições. Falta sim uma sinalização mais clara do novo governo.

BEATRIZ CAVALCANTE

1 COMENTÁRIO

  1. Deveremos ter cautela, caso não consigamos salvar o banco , pois temos funcionários que prestaram concurso e possuem 15 anos de banco.

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