Fenaban apresenta proposta pífia com retirada de direitos; assembleia hoje (22)

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Nesta terça-feira (21/08), a Fenaban voltou a apresentar uma proposta rebaixada, com retirada de direitos, na oitava rodada de negociação realizada com o Comando Nacional, em São Paulo.

A proposta, rejeitada ainda na mesa, previa aumento real de 0,5% e a exclusão ou alteração – para pior – de diversas cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Os bancos querem, por exemplo, o fim da PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente, além da retirada do adicional de insalubridade e periculosidade.

Para o SEEB-MA, a proposta dos banqueiros é absurda e vergonhosa, ainda mais para um setor que somente no primeiro semestre de 2017 lucrou R$ 42 bilhões, 18% a mais que no ano passado.

Mais vergonhosa ainda é a postura do Comando Nacional, que – desde junho – aceita passivamente essa enrolação da Fenaban, recusando-se a organizar a greve geral dos bancários.

Diante da apatia do Comando Nacional, o SEEB-MA faz um chamado aos sindicatos do país para que aprovem o indicativo de greve para o dia 23 de agosto em defesa dos nossos direitos!

Negociação

Uma nova rodada de enrolação – quer dizer – de negociação foi marcada pela Fenaban para quinta-feira (23/08), em São Paulo. Caixa e BB voltam a negociar logo mais, sem expectativas.

Assembleia

No Maranhão, os bancários se reúnem em assembleia geral, hoje (22/08), às 18h30, nas sedes de São Luís e Imperatriz, para avaliar a Campanha Nacional e a possibilidade de greve geral.

Mais detalhes sobre a proposta da Fenaban:

• Retirada do salário substituto (cláusula 5ª)

• Fim da PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por acidente ou doença (esses trabalhadores receberiam PLR proporcional ao período trabalhado)

• Querem compensar, caso percam na Justiça, as horas extras pagas como gratificação de função conforme a cláusula 11ª da CCT. Esse item não vale para os bancos públicos, que têm Plano de Cargos e Salários (PCS)

• Alteração da cláusula do vale-transporte, rejeitada porque ficaria pior do que a lei (cláusula 21ª)

• Fim da cláusula que proíbe a divulgação de ranking individual (cláusula 37ª)

• Retirada da cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade porque está na lei (cláusula 10ª)

• Querem flexibilizar o horário de almoço de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing)

• Fim do vale-cultura (cláusula 69)

• Retirada da cláusula que garantia a homologação de rescisão contratual nos sindicatos

• Parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado

• Mantém o direito do hipersuficiente à CCT (quem ganha mais de R$ 11.291,60).

• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 90 dias. Os bancários querem 120 dias

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