ONU vê progresso a passos lentos para cumprir novas metas de desenvolvimento

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Se quiserem cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) dentro do prazo, até 2030, países precisarão acelerar o progresso rumo a um mundo mais justo. O alerta é da presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), Marie Chatardová, que participou nesta semana do Fórum Político de Alto Nível da ONU.

Embora a miséria tenha alcançado níveis equivalentes a um terço do registrado em 1990, o problema ainda afeta 10,9% da população mundial. Apesar de 71% das pessoas de todo o planeta tenham eletricidade, valor que representa um aumento de 10% em comparação com os últimos anos, 1 bilhão de indivíduos permanecem “no escuro”.

Marie Chatardová, presidente do ECOSOC, durante o Fórum Político de Alto Nível, na ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Marie Chatardová, presidente do ECOSOC, durante o Fórum Político de Alto Nível, na ONU. Foto: ONU/Loey Felipe

Se quiserem cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) dentro do prazo, até 2030, países precisarão acelerar o progresso rumo a um mundo mais justo. O alerta é da presidente do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), Marie Chatardová, que participou nesta semana do Fórum Político de Alto Nível da ONU, encerrado na quarta-feira (18). Dirigente vê lentidão nos avanços para acabar com a pobreza e as desigualdades.

Chatardová lembrou que embora a miséria tenha alcançado níveis equivalentes a um terço do registrado em 1990, o problema ainda afeta 10,9% da população mundial. Segundo a especialista, apesar de 71% das pessoas de todo o planeta terem eletricidade, valor que representa um aumento de 10% em comparação com os últimos anos, 1 bilhão de indivíduos permanecem “no escuro”.

“Existe progresso, mas, no geral, não a uma velocidade suficiente para cumprir os ODS até 2030”, afirmou a chefe do conselho em painel na segunda-feira (16).

“Não temos tempo a perder”, acrescentou o presidente da Assembleia Geral da ONU, Miroslav Lajčák, que disse ainda que uma em seis pessoas não tem acesso a água potável. Outros desafios incluem a exclusão das mulheres e meninas e o aquecimento global. “Além disso, sabemos que nossas demandas de água, comida, energia e moradia já são insustentáveis”, completou.

Lajčák defendeu também mais financiamento para os ODS, um pauta urgente que exigirá novos modelos de investimento. “Não temos dinheiro suficiente para cumprir nossas metas”, avaliou.

Apesar dos desafios, 46 países — um número recorde — já monitoram voluntariamente o cumprimento dos ODS em seus territórios. Nações apresentaram relatórios de iniciativas e indicadores usados para implementar e acompanhar as metas das Nações Unidas.

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