Opinião – BNB: Há 63 anos, um agente de desenvolvimento

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Confira  o artigo da Presidenta da AFBNB Rita Josina sobre o aniversário do BNB, que será comemorado no próximo domingo dia 19. O artigo foi publicado no Jornal O Povo (CE) nesta quinta-feira.

No próximo dia 19 o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) completará 63 anos. A criação do BNB não se norteou pela visão ao lucro iminente, peculiar dos bancos, e, sim, pela necessidade de soerguimento da Região – à época assolada por uma grande seca – por meio do crédito de longo prazo e especializado, com juros subsidiados e acompanhamento técnico.

O BNB não é um órgão qualquer; é uma instituição de desenvolvimento! Possui um corpo funcional capacitado; é formador de quadros, inclusive com histórico de inserção nas diversas esferas da gestão pública, seja de governos, autarquias e da academia. Pela sua história de contribuição à área onde atua, e ao País, a instituição merece ter melhor tratamento.

Infelizmente, o BNB tem sido utilizado como instrumento da “barganha política”, o que o desvia de sua essência e compromete a sua função: pensar e promover o desenvolvimento e a redução das desigualdades. Tal cultura o deixa vulnerável aos interesses dos grupos que neste diapasão “lhe dão rumo”. Por isso mesmo é que a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) reitera: o BNB não é moeda de troca. É, sim, agente de desenvolvimento.

O BNB conta com funcionários competentes, aguerridos, sendo estes o seu maior patrimônio. Os mesmos têm resistido às investidas neoliberais voltadas ao enfraquecimento, à privatização e até mesmo para a liquidação do Banco. Esses trabalhadores não medem esforços para obtenção de resultados positivos crescentes, ano a ano, apesar das mudanças internas constantes que causam instabilidade e incertezas, sobretudo quando só se sabe das definições por meio da imprensa.

A AFBNB luta pelos direitos dos funcionários do BNB, luta essa que contempla também o fortalecimento do Banco e sua reafirmação enquanto indutor do desenvolvimento. É uma ação interligada. Não há instituição forte sem trabalhadores valorizados. No momento em que se inicia mais um período, inclusive com o advento de mais uma gestão, espera-se que o BNB seja elevado ao patamar que merece.

Para isso só há um caminho: investir no seu diferencial, o desenvolvimento. É preciso retomar esse viés; colocar o assunto na ordem do dia, nas ações estratégicas, em todos os segmentos, sobretudo nas unidades mais distantes. O BNB precisa dar curso à função que sempre exerceu e pelo qual sempre teve digno reconhecimento. Vida longa ao BNB.

Rita Josina 
Presidente da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB)

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