Opinião – Fortalecimento do BNB, um alerta à responsabilidade

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O jornal O Estado publicou na última segunda-feira (25),  artigo do Diretor de Comunicação e Cultura da AFBNB, Dorisval de Lima. Confira:

Fortalecimento do BNB, um alerta à responsabilidade

  • Por Dorisval de Lima – Diretor de Comunicação e Cultura da AFBNB

Não é de hoje que o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) figura no cardápio dos agentes do grande capital. Vez em quando são lançados “balões de ensaio”, e até medidas, que objetivam tornar o banquete mais palatável, como sondagem para aferirem a receptividade…

Lembro a Nota Técnica  20 do Ministério da Fazenda, de 1995, durante o governo Fernando Henrique, que direcionava a incorporação do BNB a outro banco; da PEC 87/2015, que incluía os recursos do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE), o maior funding do Banco, no rol da Desvinculação de Receitas da União, ou seja, a mutilação do Fundo em 30%, o que fragilizaria sobremaneira o Banco. Lembro ainda de projetos de lei com o intuito de compartilhar recursos do FNE com outros órgãos, inclusive privados. Pois bem. Pior, pois muito mal! Tem repercutido na mídia manifestações do governo que apontam para a privatização, o que na prática representa a destruição.

Tal pensamento se choca com a necessidade de uma ação diferenciada na área em que o BNB atua, e denuncia o direcionamento apenas para os donos do grande capital. Isto porque não consta registro na história de que o setor privado, e naturalmente que falo dos bancos, não jamais aplicam recursos com o olhar na sociedade que necessita da ação do Estado, ainda mais com a qualidade e os critérios com que o BNB o faz, por uma razão simples: os banqueiros não estão preocupados com o povo, mas tão somente com a maximização dos seus lucros a qualquer custo.

O resultado proporcionado pelo BNB em 2018, pela força de trabalho do seu competente quadro de pessaol, confirma a dimensão socioeconômica do Banco. Foram  mais de R$ 43 bilhões injetados na  região nos diversos setores da economia, sendo R$ 32 bilhões com recursos do FNE, R$ 10 bilhões do Microcrédito e o restante de outras fontes. O BNB por essência constitui uma ferramenta estratégica do estado para uma política de desenvolvimento, e neste sentido dever seguir firme cumprindo a sua missão constitucional.

Políticas em contrário, como a tese de privatização ou outra que implique desmonte, significa conspiração contra a sociedade e o próprio país! Defender e fortalecer o BNB (e o FNE) é defender o lado do Brasil que necessita da ação diferenciada do estado.

Diante de incertezas e “balões de ensaio”, que só geram instabilidade, cumpre aos sujeitos e segmentos da sociedade que dizem ter responsabilidade e compromisso com o a região – e com o seu povo – o protagonismo na luta por um BNB cada vez mais forte e atuante.

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