Os integrantes da primeira turma do Curso de Habilitação Bancária(CHB) de Recife (PE) se reuniram no último sábado (24/1) para celebrar os 50 anos do Curso e de uma trajetória que moldou suas vidas, enquanto trabalhadores do BNB e amigos de uma vida inteira! A AFBNB saúda a todos e compartilha abaixo texto de Waldir Leite sobre o encontro. Confira:
50 ANOS DEPOIS…
O ano de 2025 marcou os 50 anos do Curso de Habilitação Bancária, o CHB, em Recife; promovido pelo Banco do Nordeste para formar jovens do ensino médio para o seu quadro de funcionários; esse ambicioso projeto do saudoso presidente Nilson Holanda foi um acontecimento na Recife dos anos 70.
Para comemorar a efeméride, os alunos da primeira turma decidiram se reunir para um almoço comemorativo no restaurante Beijupirá, em Olinda. Depois de um agradável passeio de catamarã, onde foi possível trocar impressões sobre a trajetória de cada um e verificar como está hoje aquele menino ou aquela menina de 15 anos que, de repente, se viu trabalhando num dos maiores bancos do país, subordinado ao Ministério da Fazenda.
Foi em 1975 que tudo começou. Naquele ano aconteceu a maior enchente da história de Recife. A cidade foi inundada de uma forma assustadora pelas águas dos rios Capibaribe e Beberibe.
Junto com o noticiário da enchente, os jornais recifenses destacavam os trinta jovens pernambucanos que teriam o privilégio de trabalhar no Banco do Nordeste. Leucio Guerra, um menino cabeludo de Casa Caiada, em Olinda, tirou o primeiro lugar no concurso. Junto com ele vieram Vladimir Delson, Walmir Marques, Marcos Meireles, Maria Desirée, Marcelo Meireles, Wanda Lúcia Mendes, Maria Josefina Campos, Kleber Dantas, Humberto Farias, Ronildo Sampaio, Hildo Pereira, João Marcos Ferreira, Isoláquio Mustafá, Claudio Delgado, Valdir Leite, Ana Pacobahyba, Ana Maria Souza, Clidenor Souza, Ricardo William, André Luiz Marinho, José de Carvalho Lamour, Ricardo Augusto Chagas, Gustavo Costa, Antonio Fernando, José Oscar Crespo, Serafim Ferraz, Sergio Leal, Marcelo Guimarães e Francisco Carlos Cavalcanti.
A presença daqueles meninos causou uma verdadeira revolução na Agência Central. Jovens aguerridos que chegaram ao banco oferecendo inteligência, talento e disposição para o trabalho. Mas, além disso, ofereciam juventude e alegria de viver. E isso fazia toda a diferença no ambiente bancário.
O almoço de confraternização foi uma boa oportunidade dos eternos cabistas trocarem informações sobre trajetórias e histórias de cada um. E avaliar como o CHB influenciou o destino da empresa nas últimas décadas. Alguns chegaram a ocupar cargos importantes na empresa. Inclusive cargos de direção. Outros trilharam caminhos diversos. O menino Leucio se transferiu para o Banco Central. José Lamour fez uma bela carreira na Receita Federal. José Oscar foi mais radical e seguiu a profissão de médico.
50 anos depois, o que se pode dizer é que o Banco do Nordeste fez um ótimo negócio ao investir em jovens estudantes para seu quadro de funcionários.
Pela comemoração, parabéns aos envolvidos!
Texto de Waldir Leite











