Autonomia do Banco Central é um perigo

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Não é novidade que Bolsonaro quer beneficiar o sistema financeiro. A autonomia do Banco Central implementada, em fevereiro, através da aprovação da lei que subordina o órgão aos interesses do mercado, é um perigo. Em meio à pandemia, o BC foi desvinculado da política econômica do governo federal. Ou seja, não tem a menor responsabilidade com os interesses da população.

Ao aprovar a lei complementar 179, o Congresso Nacional coloca em prática o desmonte do Estado, das empresas públicas, como já sendo feito com a Caixa e o Banco do Brasil. Fatiando as estatais para vender o patrimônio nacional a preço de banana.

Com a autonomia do Banco Central, o povo é totalmente prejudicado. O setor financeiro pode interferir no preço do pão, na política cambial e na de juros, pois o BC que vai tomar essas decisões. É o mesmo que entregar de bandeja a galinha dos ovos de ouro às raposas.

Outra preocupação é a ameaça à soberania popular. É preciso reverter a lei complementar, principalmente com um presidente alinhado aos interesses da população a partir de 2023. A pressão social será fundamental para enfrentar a direção do BC.

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