Bancos: lucro dispara. As demissões também

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Mesmo mantendo lucro bilionário e batendo recorde ano após ano, o setor bancário está entre os que mais demitem. Somente nos seis primeiros meses de 2019 foram desligados 17.279 funcionários. Se por um lado, o quadro de pessoal despenca, por outro a lucratividade líquida dispara.

A expectativa para o segundo trimestre é de alta de 18,9%, ou seja, R$ 21,138 bilhões. Por trás dos números, uma tática muito adotada nos últimos anos. Com foco nos canais digitais, os bancos cada vez mais enxugam as agências físicas, quando não encerram as atividades.

Não é à toa que desde 2013, o setor cortou 62,7 mil postos de trabalho, segundo a Pesquisa de Emprego Bancário, feita com base nos dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).  O levantamento mostra ainda que a maioria dos desligamentos é sem justa causa. No primeiro semestre foram 9.321 ou 53,9% dos casos. Outro dado permite analisar os reflexos da reforma trabalhistas, que, como alertado anteriormente, não traria benefícios os brasileiros.

Entre janeiro e junho, 103 demissões foram feita por acordo entre empregado e banco, modalidade criada com a nova legislação. A média salarial era de R$ 11.175,81. Sinal de que o bancário saiu perdendo.

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