Absurdo! Os banqueiros, por meio da Fenaban – que representa os bancos privados e públicos no processo de negociação com as entidades sindicais – encaminhou ofício no último dia 6 no qual ameaça excluir da Convenção Coletiva os trabalhadores que rejeitaram as propostas e aprovaram greve a partir do dia 10. Vale lembrar que, no BNB, num primeiro momento, as bases da Bahia, Ilhéus e região, Maranhão, Montes Claros (MG), Rio Grande do Norte e Sergipe rejeitaram a proposta, por considerá-la bem aquém das demandas apresentadas pela classe trabalhadora, algumas delas reavaliando o movimento devido às pressões e ameaças patronais.
Greve é direito conquistado e respaldado na Constituição Federal, artigo 9º: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. Negociar, por sua vez, segundo o Dicionário Michaelis, é “tentar chegar a um acordo, por meio de discussões formais”.
Ora, as mesas de negociação existem justamente para isso e não podem ser encerradas com base em orientações repassadas pelos patrões e sem que os maiores interessados decidam. Ou seja, considerar encerradas as negociações sem ouvir o trabalhador é ignorar o sentido da luta, da história, da representação da classe e das reivindicações da categoria.
No caso do BNB, a base ficou dividida: parte aprovou e parte rejeitou. Após meses e rodadas de negociação, a patronal teve tempo suficiente para apresentar avanços mais significativos e não o fez. Diante disso, do descaso com as demandas dos trabalhadores, a decisão pela greve apresentou-se como forma de mostrar que não há satisfação do lado de cá. Há, sim, cansaço, adoecimento, estresse, sobrecarga de trabalho, falta de isonomia e de equidade, condições de trabalho insalubres e, mesmo com tudo isso, comprometimento e responsabilidade, basta ver os resultados apresentados pelos bancos, sejam eles públicos ou privados.
AFBNB vítima de fake news
Que a postura da AFBNB incomoda ao expor as incoerências nas negociações, cobrar melhorias efetivas (como o PCR, PLR, reposição das perdas…) e defender que é possível avançar na proposta, não é novidade. Novidade é que espalham que a Associação orientou pela aprovação da proposta e isto tem sido motivo de descontentamento para aqueles que não tiveram o cuidado de acessar as redes da AFBNB, conferir seu posicionamento e conhecer a história da Entidade ao longo de seus 40 anos.
A AFBNB não integra a mesa de negociação não por opção, mas por exclusão. Isso não significa se omitir ou se afastar dos processos da campanha salarial, ao contrário! Enquanto legítima representante de seus associados, não se esquivará dos debates e de contribuir para a construção de propostas que valorizem e reconheçam o valor do trabalhador do BNB. Seja na mesa de negociação, em reuniões com o Banco, nas agendas institucionais, em Brasília, na justiça, durante a campanha salarial ou fora dela, portanto de forma permanente, a AFBNB segue firme e em interação com a base, sendo essa uma das razões de ser da AFBNB.
Por respeito ao direito de greve.
Por respeito aos trabalhadores.
Proposta rebaixada é proposta rejeitada!
Confira abaixo matérias com o posicionamento da AFBNB na campanha salarial
04/09/2026
31/08/2026
Campanha Salarial 2026 – Patronal segue indiferente às reivindicações dos bancários
25/08/2026
Trabalhadores do BNB realizam paralisação e cobram respeito nas negociações. AFBNB presente!
20/08/2026
17/08/2026
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Campanha Nacional dos Bancários 2026: AFBNB se soma à luta e reitera a necessidade das mobilizações
30/07/2026









É isso. A AFBNB como legítima representante dos trabalhadores ativos e aposentados do BNB tem o direito de reivindicar e se posicionar diante do descaso e da intransigência patronal.