Campanha salarial – Pura enrolação na rodada com a Fenaban

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Na terceira rodada de negociação entre Fenaban e Comando Nacional dos Bancários, realizada nesta quinta-feira (19/07), em São Paulo, a expectativa era de avanço sobre as questões de saúde e condições de trabalho. Mas, a Federação Nacional dos Bancos só enrolou.

O Comando reivindicou diversos pontos. Para quase tudo, a Fenaban se esquivou. Sobre a cláusula 27, que trata de estabilidades provisórias de emprego, a representação dos trabalhadores solicitou estabilidade de 60 dias para os bancários que retornam do INSS  e os bancos estão demitindo antes de 15 dias. Assim, o empregado terá contado o tempo em que ficou afastado para efeito de aposentadoria.

Em relação à cláusula 29 – complementação de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário, e a cláusula 25 (Programa de Retorno ao Trabalho), os representantes dos bancos informaram que depois retorna sobre o assunto.

Sobre Programa de Desenvolvimento Organizacional para a melhoria contínua das relações de trabalho, previsto na cláusula 57, os bancos disseram que é um bom exemplo que precisa avançar e promete cumprir.

No que diz respeito à cláusula 58 – protocolo para prevenção de conflitos no ambiente de trabalho (adesão voluntária), a Fenaban afirmou que precisa aprofundar o conceito.

O adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença, cláusula 65, também foi tratado. Os bancários sugeriram uma mudança na redação para evitar perdas, já que os bancos queriam a exclusão do ponto.

Outro assunto sem resposta é a cláusula 67 – comissões partirárias –, assim como as questões de segurança abordadas.

Presente na negociação, o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, afirmou que o Comando tratou sobre a necessidade do fim do assédio moral, fim das metas e serviços médicos. “Os bancos minimizaram e fogem da responsabilidade pelas doenças ocupacionais”.

A Fenaban utilizou bastante o argumento de insegurança jurídica, sobretudo para as questões que demandaram ações trabalhistas, a exemplo da gratificação de função e cargo de confiança (que tem relação direta com a 7ª e 8 horas).

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