Os dirigentes da AFBNB – Rita Josina Feitosa, Assis Araújo e Dorisval de Lima – estiveram nesta segunda-feira (4/5) reunidos com trabalhadores da agência Fortaleza Passaré, dia especial em que a agência completou 10 anos.
Os diretores falaram sobre os 40 anos da AFBNB, citando lutas que marcaram essa história; relembraram direitos e benefícios resultantes da organização e lutas dos trabalhadores, reforçando a importância da participação de todos nos debates em torno da campanha salarial; abordaram sobre adoecimento do trabalhador em geral e em especial do bancário e contextualizaram como a conjuntura internacional e as crises do capital impactam no dia a dia do trabalho de um banco de desenvolvimento e na vida dos trabalhadores, dentre outros assuntos como PLR linear e endividamento.
Relataram também o sentimento de desmotivação que encontram entre trabalhadores das agências, sobretudo quando são penalizados por situações alheias ao trabalho árduo que desempenham – por exemplo quando a agência é rebaixada de classificação, o que gera questionamentos acerca do tratamento diferenciado dado a Ambientes da Direção Geral.
As preocupações com o Microcrédito também foram pautadas. Dorisval de Lima destacou que 1/3 dos resultados do Banco advém do microcrédito; o Banco conta com um corpo de agentes capacitados e experientes e os resultados são positivos, por isso tantos interesses de outras empresas em assumir o Programa. Ele lembrou que a preocupação da AFBNB com o assunto não é de hoje: em 2021 teve tentativa de mutilar o microcrédito e a Associação agiu e foi contra.
Outro ponto bastante discutido foi a necessidade urgente de um Plano de Cargos que realmente valorize o trabalhador, que permita ao funcionário não virar refém de função, inclusive criando um ambiente de trabalho mais saudável. Assis Araújo enfatizou que a massa salarial precisa crescer e isso não se dá com função e sim com valorização do cargo.
Isonomia de tratamento foi outro assunto tratado, com exemplos de como com o passar do tempo algumas conquistas foram se fragilizando chegando ao ponto de que quem entrou a partir do edital do concurso do 2018 no BNB não ter CAMED plena (nos moldes como é hoje, com o Banco pagando metade do valor) após a aposentadoria – luta a qual a AFBNB vem travando e para a qual não medirá esforços visando a isonomia de tratamento.
Para Rita Josina, Diretora-Presidente da AFBNB, “Precisamos estar sempre conversando e nos organizando, discutindo sobre o que precisa melhorar. Porque para o Banco ser forte precisa ter funcionários valorizados, sistemas funcionado e agências reconhecidas e tratadas como devem ser: motores do Banco, e responsáveis pelo relacionamento com os principais ativos, que são os clientes”.
Os diretores encerraram o momento parabenizando a todos pelo aniversário da agência e colocando a Associação à disposição para as lutas coletivas da base.
A AFBNB firme e PELA BASE!











