Greve: bancários intensificam mobilização e exigem negociação já!

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Manifestação dos trabalhadores do BNb em São Luís (MA)


A greve nacional e unificada dos bancários chega hoje ao décimo quarto dia. Desde o início, o movimento, que já nasceu forte, tem ganhado mais impulso e já conta com mais de 12.200 unidades de trabalho com atividades paralisadas entre agências e órgãos dos centos administrativos em todo país.


Após a deflagração da greve a partir de 6 de outubro ainda não foi apresentada qualquer proposta por parte dos patrões – bancos privados e públicos – além da miserável de 5,5%  mais um abono, o que demonstra o descaso e a insensibilidade dos banqueiros e do governo em relação às demandas e necessidades dos construtores dos superlucros dos bancos, os trabalhadores,  e com a sociedade, que é também explorada por essas instituições financeiras, sendo parte direta desses resultados, haja vista a extorsão por meio de altíssimas tarifas e taxas de juros a que é submetida para usufruir dos serviços.


Apesar do silêncio sepulcral dos patrões e do comando de negociação, algumas iniciativas têm sido tomadas na perspectiva de que as negociações sejam retomadas. No Banco do Brasil, por exemplo, por ocasião da reunião do Conselho de Administração a ocorrer no dia de hoje, a representante dos funcionários, eleita por estes, Juliana Donato, anunciou que vai entregar um documento ao Presidente da Instituição por meio do qual fundamenta as razões para a greve, a necessidade e a urgência em se discutir as questões específicas e negociar independente da mesa única da Fenaban. Trata-se de uma atitude oportuna e importante, uma vez que os bancos públicos não podem ficar a mercê da Fenaban (responsável pelos bancos privados), pois são ligados ao governo federal e devem assumir o protagonismo nesse processo em relação aos seus trabalhadores.


Apoio político  


A Deputada Federal Alice Portugal (PC do B – BA) publicou um vídeo por meio do qual manifesta apoio à luta dos bancários em greve e cobra negociação já por parte dos bancos. O Deputado Daniel Ameida, também do PC do B da Bahia fez pronunciamento na Câmara Federal manifestando solidariedade aos bancários e cobrou negociação urgente. Ambos apontaram que não há sentido nem justificativa para intransigência e em não negociar, haja vista os altos lucros obtidos pelas instituições financeiras a cada ano.


 


Ofício ao Presidente do BNB


Na última sexta-feira (16) a AFBNB encaminhou um ofício ao Presidente do Banco, também endereçado ao Presidente do Conselho de Administração e à Diretoria Administrativa e de Tecnologia da Informação, por meio do qual fundamenta mais uma vez que a mobilização dos trabalhadores da instituição se dá para além das questões econômicas, sendo estas de suma importância haja vista a situação salarial, mas sobretudo pelas demandas específicas. (Veja documento aqui)


Para a Associação, isso exige urgentemente o protagonismo do Banco em negociar neste sentido, sem a necessidade de continuar sob a amarra da mesa única. Isto por uma razão simples, que não é demais enfatizar: o BNB é um banco público! É vinculado ao governo federal, não à Fenaban, que é “a dona dos bancos privados”. Logo, a responsabilidade das questões demandadas pelos funcionários do BNB é do próprio Banco, o que exige da sua gestão uma atitude autônoma e urgente neste sentido. E isso significa Negociação já!


Fortalecer o movimento para quebrar a intransigência


Enquanto permanece o silêncio do lado de lá, é necessário que haja muito barulho do lado de cá!  Assim, é importante a intensificação do movimento pelo recrudescimento da greve, para que assim seja quebrada a intransigência patronal – banqueiros e governo – na perspectiva de que estes tenham a sensibilidade em negociar e apresentar uma proposta digna de aceitação pelos trabalhadores.


Bancários em greve!

A AFBNB está presente e apoia essa luta.


Source: Notícias – 500

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