Inflação dos mais pobres foi quase o dobro da dos mais ricos em janeiro

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A população mais pobre é a que mais sente a escalada dos preços no Brasil. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Aplicadas (Ipea) nesta terça-feira (15/2) mostra que em janeiro, a inflação sentida pelas famílias de baixa renda foi de 0,63%, enquanto no segmento com renda mais alta o índice foi de 0,34%.

​ No acumulado em 12 doze meses, a maior alta inflacionária foi das famílias de renda média -baixa, com taxa de 10,8%, levemente superior à observada pela faixa de renda muito baixa (10,5%) e bem acima da registrada pelo grupo de renda alta (9,6%).

Ainda segundo o Ipea, em janeiro, na análise dos dados desagregados, enquanto todos os grupos de bens e serviços pressionaram a inflação das duas classes de renda mais baixas, o grupo transporte trouxe alívio inflacionário para as demais faixas.

Apesar do grupo alimentos e bebidas ser o principal foco da inflação para todas as classes, o impacto segue mais intenso para as famílias da faixa muito baixa (com renda domiciliar menor que R$ 1.808,79). Mesmo diante das deflações da energia (-1,1%), do gás de botijão (-0,73%) e da gasolina (-1,1%), os reajustes dos aluguéis (1,5%) e das tarifas de ônibus urbano (0,22%), intermunicipal (0,56%) e interestadual (1,6%) resultaram em impactos inflacionários para as famílias de menor renda, nos grupos de habitação e transporte.

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