O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina. Entre as políticas de crédito do Banco voltados à inclusão produtiva e redução de desigualdades – diferencial de uma instituição de desenvolvimento – está o Microcrédito, que o BNB leva efeito no segmento rural (AgroAmigo) e urbano (CrediAmigo, o maior Programa de Microcrédito Produtivo e Orientado do Brasil). Trata-se de uma política que está inserida dentro do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) do Governo Federal.
São milhares de famílias atendidas, parcerias de sucesso e uma história longeva que deu certo. A despeito disso, em 2021 passou-se a questionamentos e suspeições indevidas, inclusive com interferência políticas, sobre a seriedade e lisura do que era implementado, o que resultou em instabilidades, exposição e desgastes na imagem do programa e do próprio BNB.
Tais narrativas eram levadas a cabo como questionamento ao modelo praticado pelo BNB para operacionalização do Microcrédito por meio de Termo de Parceria com a OSCIP Instituto Nordeste Cidadania – INEC. Como decorrência desse processo, o BNB não mais renovou com o INEC e passou a praticá-lo por meio de convênio com a CAMED Microcrédito, empresa criada no âmbito do Grupo CAMED Saúde para prestar serviços no segmento.
Recentemente a questão foi pautada no âmbito do Tribunal de Contas da União (TCU), o qual apontou a necessidade de processo de licitação para a escolha da empresa que gerenciará o Programa, não mais por convênio ou termo de parceria – como ocorre hoje. O pregão, que seria hoje, foi adiado para o dia 28 e tem gerado burburinho na imprensa e no mercado, afinal, só para se ter ideia, em 2025 foram R$ 13,4 bilhões contratados no CrediAmigo e R$ 9,51 bilhões no AgroAmigo. As cifras bilionárias atraem interessados de toda ordem, não necessariamente preocupados com o impacto social e econômico dos Programas, dentro de uma estratégia de desenvolvimento!
A Política de Microcrédito não pode ser desvencilhada da ação do BNB, haja vista a sua natureza de instituição de desenvolvimento. Dessa forma, o Programa deve seguir sob a gestão e operacionalização do BNB. Nesse sentido, a AFBNB defende o Microcrédito 100% BNB! Por isso, em 2021 a AFBNB lançou campanha com esse mote (relembre aqui).
Já em matéria publicada em novembro de 2021, a AFBNB ouviu Raul Silva Thé, na época doutorando do programa de pós-graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) e estudioso do Programa de Microcrédito. Segundo ele, “Nenhum microcrédito é tão pródigo quanto o CrediAmigo, nem tem tantos clientes ou investimentos feitos. O BNB foi o primeiro Banco a promover esta modalidade em ‘primeiro piso’, quando antes apenas o BNDES fazia”. Dados do Banco Central daquele ano apontavam que a participação do BNB no mercado de Microcrédito Orientado chegava a mais de 87%, enquanto as demais instituições do setor representavam 12,4%. Isso evidencia a grande importância, experiência e responsabilidade dos trabalhadores e gestão do BNB e da relação de confiança estabelecida com a própria sociedade.
A AFBNB reitera que as tentativas de retirada do Microcrédito do BNB devem ser motivos de preocupação e como tal precisam ser enfrentados com urgência e responsabilidade. Nos últimos meses, a Associação levou o assunto à Secretaria-Geral da Presidência da República, ao Ministério de Desenvolvimento Social (relembre aqui ) e a outras instâncias, e reitera o que vem dizendo há anos: é imprescindível que os Programas de Microcrédito Orientado (CrediAmigo e AgroAmigo) permaneçam sob as diretrizes e gestão do BNB, pois fazem parte das estratégias do Banco para a Política de Desenvolvimento da Região! A continuidade destes programas é fundamental para que o Banco siga firme em sua missão, com a experiência acumulada em mais de décadas de Microcrédito, com a expertise de trabalhadores comprometidos, contribuindo para um Nordeste inclusivo, mais forte, e um país com menos desigualdades.
Microcrédito 100% BNB!
A AFBNB firme e PELA BASE
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Parabéns a nossa associação na pessoa desse nosso grande Diretor Dorisval de lima que luta como um guerreiro sendo, ele é todos sabedor que o Banco,jamais poderar, deixar de ser o Banco da sua origem pois isto inflama, as origens do nosso Banco, ao qual foi criado gerand novos ros da nossa instituiçao, que é visto com um Banco social gerador de emprego é Renda e não um Banco comercial.não devemos aceitar qualquer proposta, que tire o nosso Banco do foco de Banco de Desenvolvimento!.refletir faz Bem!abraço do poeta.