Nota de repúdio: Bolsonaro, o BNB não é moeda de troca

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O SEEB-MA repudia veementemente a atitude do presidente Jair Bolsonaro de utilizar o Banco do Nordeste como “moeda de troca” na tentativa firmar uma aliança com o polêmico “Centrão”.

Demonstrando toda a sua demagogia e contrariando a maioria das suas promessas de campanha, como o combate à corrupção, o fim das indicações políticas e a negociação de cargos públicos em troca de apoio legislativo, o presidente entregou o Banco do Nordeste ao Partido Liberal (PL), sigla liderada por um ex-deputado condenado no mensalão.

Como se não bastasse, o novo presidente do BNB será Alexandre Borges Cabral, indicado pelo PTB, partido que assim como o PL, também faz parte do controverso “Centrão”.

Para o SEEB-MA, o objetivo do presidente é construir, a peso de ouro, uma base aliada que possa salvá-lo de um eventual processo de impeachment, bem como “abafar”, no Congresso Nacional, as controvérsias de sua problemática prole, envolvida em diversas polêmicas Brasil a fora.

Além disso, vale ressaltar que o presidente faltou com a verdade mais uma vez, pois em transmissão nas suas redes sociais, afirmou que não ofereceria cargos de primeiro escalão nos bancos públicos em troca de apoio político.

“Porém, fez exatamente o contrário. Diante disso, torna-se ainda mais evidente o que sempre foi. Bolsonaro não tem qualquer compromisso com a verdade nem com o combate à corrupção, pensando apenas em si, nos seus filhos, nos grandes empresários e nos banqueiros, entregando o Banco do Nordeste, que – só em 2019 – investiu mais de R$ 42 bilhões no país, nas mãos de condenados” – afirmou o presidente do SEEB-MA Eloy Natan, que defendeu o fortalecimento do BNB com a indicação de bancários de carreira, técnicos e com ficha-limpa para a presidência desse importante banco público, fomentador do desenvolvimento econômico, social e da infraestrutura na Região Nordeste.

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