Opinião: “BNB: 74 anos a serviço do Brasil” – Por Rita Josina Feitosa da Silva

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No próximo domingo (19/7), o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) completará 74 anos de criação. Para celebrar a data, o jornal O Estado publicou na edição de hoje artigo da diretora-presidente da AFBNB, Rita Josina Feitosa da Silva. Confira na íntegra:

BNB: 74 anos a serviço do Brasil

A data é motivo de satisfação para a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), cuja criação, há 40 anos, foi motivada pela luta em defesa e pelo fortalecimento do BNB, concretizada com a criação dos Fundos Constitucionais, que representam recursos não contingenciados e até os dias atuais a principal fonte do BNB em suas ações creditícias.

Entretanto, se por um lado é inegável os resultados reais do papel diferenciado exercido pelo BNB enquanto instrumento de desenvolvimento, por outro o cenário econômico e social da Região Nordeste segue bem aquém das demais regiões do País. Por exemplo, de acordo com dados extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), mesmo com uma queda vertiginosa tanto da pobreza quanto da extrema pobreza no país – passando de 11,2% em 2021 para 4,6% em 2025 – a Região Nordeste apresenta as maiores taxas do país: 8,7%. O mesmo ocorre com outros indicadores econômicos e sociais.

Portanto, na data em que celebramos o BNB e seus programas reconhecidos mundialmente, a exemplo do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado, alertamos e conclamamos a todos para a necessidade de enfrentarmos, enquanto Nação, o problema da desigualdade regional. Enfrentar a desigualdade intra e entre regiões é condição imprescindível para o desenvolvimento pleno do País.

Embora o cenário seja desafiador, certamente seria pior sem a intervenção do Banco do Nordeste e de suas políticas de crédito inclusivas e plurais; financiando pequenos e grandes empresários; projetos culturais; com políticas diferenciadas para mulheres, a exemplo do Programa Crediamigo Delas, microcrédito urbano exclusivo para empreendedoras formais e informais.

Nesse sentido, fortalecer o BNB é fundamental para a redução das desigualdades e para o desenvolvimento do Brasil. Afinal, com o esvaziamento e a redução da atividade de outros órgãos regionais, a exemplo do DNOCS e Codevasf, restou ao BNB o papel central no desenvolvimento regional.

Fortalecer o Banco é dar condições plenas para bem executar sua missão desenvolvimentista; é valorizar seu quadro de trabalhadores; é agir com transparência nos processos internos e externos; é ampliar seu quadro de funcionários; é garantir um ambiente de trabalho saudável e onde todos possam desenvolver suas potencialidades; é dialogar com as entidades representativas e com a sociedade; é ser um Banco a serviço dos interesses da Região. Vida longa ao BNB e a seus trabalhadores!

RITA JOSINA
DIRETORA-PRESIDENTE DA AFBNB

 

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