Takemoto: se acabar com a força do Estado, todo mundo perde

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Presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, fez a declaração ao participar de live da Carta Capital sobre o papel dos bancos públicos durante a pandemia

O papel dos bancos públicos na pandemia e na retomada dos investimentos no país foi o tema do debate realizado na última sexta-feira,7, pela revista Carta Capital e que reuniu numa live o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto e Arthur Koblitz, da Associação dos Funcionários do BNDES.

“A sociedade e o setor produtivo brasileiro devem se conscientizar de que se acabar a capacidade do Estado de investir todo mundo perde. Pois basta lembrar que uma das primeiras medidas do governo na pandemia foi liberar 1,3 trilhão para os bancos que não emprestaram, porque o setor bancário privado tem aversão a risco” afirmou Takemoto ao manifestar sua preocupação com a ausência de um planejamento a longo prazo e a falta de articulação do governo para gerenciar a crise.

Para o presidente da Fenae, o caminho seguido pelo governo vai na direção contrária do resto do mundo, em que está ocorrendo o fortalecimento das políticas estatais e aumentando o aporte de recursos na economia. Ele afirmou que não tem dúvidas de que a Caixa corre um risco ainda maior agora que em outros momentos de ser privatizada: “A descapitalização que estão promovendo é muito grande, devolveram recursos  sem necessidade, mais de 12 bilhões da Caixa para o Tesouro, venderam a raspadinha, estão planejando vender loterias, as maiores fontes de receitas dos bancos, que é o setor de cartões e seguros. Então, estão privatizando sim, e enfraquecendo a capacidade de investir” ressaltou.

Arthur Koblitz lembra que o Brasil vinha conseguindo salvar os bancos públicos da sanha neoliberal que varreu a América Latina, mas que a atual equipe econômica é muito privatista e isso é preocupante neste momento de crise. “É preciso que haja uma coalizão nacional para fazer frente a esses ataques, defendam os bancos públicos,  porque a ordem do dia é o enfraquecimento das empresas e de sua capacidade de investimento”, afirmou ele, salientando que a recuperação da economia não virá com ações que somente animam os especuladores da bolsa, sem um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

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