Taxar fortunas pode reduzir as desigualdades

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Medidas pontuais não serão suficientes para resolver o problema secular da desigualdade social no Brasil, ainda que sejam necessárias momentaneamente. O país precisa ir além, mudar a estrutura econômica e social, que perpetua a miséria por anos e diferencia a qualidade de vida entre pobres e ricos.

Um caminho apontado, segundo economistas, seria uma renda mínima condizente com os gastos reais, além da taxação das fortunas. Também é fundamental aprofundar o debate sobre os diversos tipos de desigualdades existentes, como habitacional, alimentar, sanitária, educacional, de oportunidade de trabalho, de acesso à saúde, mobilidade, cultura, gênero, raça, renda, regional e tributária.

O Brasil atualmente ocupa a 7ª posição entre os países mais desiguais do mundo, deixando para trás somente economias muito frágeis da África, como a África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Moçambique, Lesoto e República Centro-Africana.

Vale lembrar que, além de taxar grandes fortunas, é necessário mexer nas estruturas, já que provavelmente os ricos adotariam novos mecanismos para enriquecimento. Para além de uma renda mínima, a meta é que todos possam exercer a vocação de maneira digna recebendo pelos serviços prestados.

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