1º de maio, tempo de reafirmar lutas para conquistar!

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No dia 1º de Maio é celebrado o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores. Data que a cada ano abre diversas reflexões e debates sobre o cenário do mundo do trabalho. É urgente discutir as condições de atuação colocadas hoje para os homens e mulheres que vendem sua força de trabalho e que, em muitos casos, arriscam suas vidas, para manter sua sobrevivência e de suas famílias nas mais diversas categorias e frentes de atuação laboral.

Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, espaço desenvolvido e mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que apenas em 2021, foram registrados 571,8 mil acidentes e 2.487 óbitos associados ao trabalho, um incremente de 30% em relação a 2020.

Pelos números, no período de dez anos (2012 a 2021), 22.954 mortes em postos de trabalho formal foram registradas no Brasil.  Segundo a OIT, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de mortes por acidentes de trabalho com aproximadamente 6 óbitos a cada 100 mil trabalhadores formais. Se considerarmos apenas o G20, o Brasil passa a ocupar a segunda posição, ficando atrás apenas do México.

Outro fato que marca o trabalho no Brasil é a presença vergonhosa e inaceitável do trabalho análogo à escravidão. Em relação atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, constam 289 nomes de empregadores envolvidos com tal prática, em processos encerrados, em que não cabem mais recursos para as partes.

Essa realidade representa um cenário preocupante que foi sensivelmente intensificado pela pandemia da Covid-19, que ceifou a vida de centenas de milhares de trabalhadores pelo Brasil (e em todo mundo).  Durante todo o período a AFBNB se manteve atuante, chamando a atenção para a vida e a dignidade dos trabalhadores, fazendo críticas pela então política (anti)saúde praticada na época pelo governo de plantão.

No momento político que se inicia, e em qualquer que seja a conjuntura, novas questões devem estar postas, sempre na crítica a esta lamentável realidade. A discussão passa pela constante mobilização e reivindicação por condições justas de trabalho, de salário e de vida para os trabalhadores e suas famílias. O momento é de esperançar, mas com a consciência de que avanços são necessários para a busca de novas conquistas. É imprescindível que o movimento de trabalhadores (e social) mantenham vivas as lutas pelas bandeiras imediatas, mas sobretudo as históricas da classe trabalhadora, que pressupõe a superação do sistema de dominação e exploração.

Nesta importante data, a AFBNB ratifica o compromisso de luta e solidariedade à classe trabalhadora, em especial aos bancários e bancárias do BNB.

Trabalhadores/trabalhadoras do mundo. Uni-vos!

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