Abaixo toda forma de assédio! AFBNB se solidariza com trabalhadores(as) da CEF

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Há menos de um mês o Brasil assistia estarrecido as denúncias de assédio sexual praticado pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, contra as trabalhadoras da instituição, causando revolta, adoecimento mental e instabilidade em uma instituição séria, responsável por programas sociais relevantes e imprescindíveis.

A prática de qualquer forma de assédio viola o(a) trabalhador(a) na sua essência. No caso específico do assédio sexual, os danos são profundos, posto que ainda circula na sociedade em que vivemos, machista e patriarcal, o pensamento ultrapassado de que a vítima detém algum tipo de culpa, o que é um completo absurdo!

No caso em questão, é louvável a coragem das vítimas em denunciar seu abusador, superando muitas vezes o medo e o receio de possíveis retaliações e novas violências institucionais, amplamente praticadas no Brasil. A quebra do silêncio provocou a saída do presidente e foi um passo importante para que outras pessoas denunciassem o assédio moral que ocorria no Banco, praticado contra trabalhadores (as), feridos em sua dignidade.

Hoje (20), noticiários estampam a triste manchete de possível suicídio nas dependências da Caixa, comprovando que o assédio de um modo geral adoece as relações e as pessoas e mata não apenas simbolicamente. Os danos são incalculáveis, da baixa estima profissional e pessoal à depressão.

A AFBNB sempre abordou a temática do assédio ao longo de sua história, uma pauta que não é nova mas continua marcando negativamente as relações de trabalho, seja no setor público ou privado e que precisa ser encarada com a seriedade que o assunto requer, inclusive com o encaminhamento das práticas denunciadas.

Nesse sentido, reforçamos nossa solidariedade às bancárias e bancários da CEF e seus familiares e reiteramos a importância de se estar atentos aos alertas e pedir ajuda quando se é vítima dessa prática. A AFBNB, enquanto entidade representativa, está à disposição e não mede esforços quando se trata de preservar a vida e a saúde – física e mental – de seus associados.

Por respeito e valorização, todos por todos!

Confira aqui cartilha de prevenção ao assédio moral, do Tribunal Superior do Trabalho e a cartilha do Conselho Nacional do Ministério Público

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