Bancos aproveitam ataques para fechar agências

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A insegurança nas agências é um assunto que não sai de pauta. Os ataques são rotina e preocupam bancários e população. Na Bahia, foram registradas 26 ocorrências desde janeiro, 25 só no interior. Os moradores são os principais prejudicados, que ficam sem atendimento. Em muitos casos, as unidades são fechadas permanentemente.

Os exemplos são diversos. Em Coronel João Sá, a população está sem os serviços do Banco do Brasil há mais de 100 dias. A agência foi explodida em 5 de janeiro e desde então os poucos mais de 16 mil habitantes têm de se dirigir para outra cidade para sacar dinheiro ou realizar outra operação.

O problema se repete em Correntina. No município, foram duas explosões simultâneas. Uma no Bradesco, que já voltou a funcionar, e outra no Banco do Brasil, que segue fechado. Em Roda Velha, distrito de São Desidério, cidade vizinha a Correntina, outra uma unidade do BB foi atacada e segue sem atendimento.

Os moradores de Amélia Rodrigues passam pela mesma situação. O Bradesco e o BB foram atacados e não estão funcionando. Agora, são os clientes de Simões Filho que vão sentir. A agência do Banco do Brasil foi explodida nesta terça-feira (01/05) e não há previsão para reabrir, se é que vai voltar a funcionar algum dia.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, alerta que, no caso do Banco do Brasil, a direção da empresa aproveita para fechar definitivamente as unidades. A medida faz parte da política de desmonte dos bancos públicos. Em dois anos, quase 50 agências do BB e da Caixa foram fechadas no Estado.

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