Campanha nacional em defesa das estatais e do serviço público mobiliza o país

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Atos em diversas cidades denunciam o desmonte do Estado e a destruição dos serviços públicos pelo governo Bolsonaro

O sucateamento das empresas estatais para justificar privatizações não é apenas uma suposição. Esta é a avaliação do presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, depois de analisar uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento aponta que, em apenas três anos, a Caixa perdeu 42 agências e o quadro de empregados foi reduzido de 101.484, em 2014, para 84.113 trabalhadores no primeiro trimestre deste ano.

Para defender as empresas estatais e do setor público dos ataques privatistas do governo Bolsonaro, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou um grande ato nesta quarta-feira (30) em todo o país. A mobilização, que contou com o apoio da Fenae e demais entidades sindicais e representativas dos trabalhadores, marcou o lançamento da Campanha Nacional em Defesa das Estatais e do Serviço Público.

“Enquanto o mundo inteiro reconheceu a importância das empresas estatais para o fortalecimento da economia, o governo Bolsonaro quer vender nosso patrimônio e desamparar a população que precisa dos serviços públicos. A luta de hoje também é contra a absurda reforma administrativa, que demoniza os servidores e privilegia a elite do funcionalismo público”, ressalta Takemoto.

Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, a mobilização contra a reforma administrativa é prioritária. “A verdade é que Bolsonaro e Paulo Guedes querem destruir o serviço público, querem acabar com concurso público, querem acabar com tudo que é público neste País. Por isso, nós temos que conscientizar e mostrar para a população porque somos contra as privatizações”, disse.

Em São Paulo, na capital, o ato foi realizado na Praça do Patriarca, no centro histórico. Em Brasília/DF, a concentração de trabalhadores contra a reforma administrativa e o desmonte do serviço público foi na Esplanada dos Ministérios. Faixas e carro de som denunciavam as ações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Bolsonaro contra os servidores públicos.

Uma carreata saiu do Paço Municipal, em Goiânia/GO, e percorreu as ruas da cidade até a Praça Cívica. Em Criciúma/SC, um ato simbólico foi realizado em frente à Caixa Econômica Federal do Centro. Atos de mobilização em defesa dos serviços públicos também foram realizados em Fortaleza/CE, Curitiba/PR, Porto Alegre/RS, Florianópolis/SC, Teresina/PI, Recife/PE, Aracaju/SE, João Pessoa/PB, São Luiz/MA e Campo Grande/MS.

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