“Cite um momento onde os bancos privados disseram trabalhar pelo desenvolvimento do País. Não existe”, diz Datagenio

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Falar na privatização de Bancos Públicos que prestam serviços para a população não ficou de lado nem em tempos de pandemia.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, ainda avalia a realização da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade.

“Os Bancos Públicos são fundamentais para o Pais e em plena crise, Paulo Guedes não para de falar em privatizar. A direção da Caixa fala em fazer IPO nessa situação em que todas as empresas, que em 2019 se colocaram a fazer, já encaminharam comunicado que não vão”, criticou Pedro Eugenio Leite, ex-presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

Datagenio na live do Reconta

Em live realizada pelo Reconta Ai na manhã desta quinta-feira (2), no Facebook, Pedro Eugenio contou que recebe relatos dos empregados da Caixa sobre o que acontece nas agências bancárias e histórias de pessoas agradecendo o banco. Entre os motivos, está o pagamento do auxílio emergencial, operacionalizado pelo Banco Público.

“Imagina falar em privatização da Caixa neste momento em que presta serviço para a população. É uma população invisível para o governo, mas para a Caixa não é”, disse, referindo-se novamente aos benefícios pagos pela Caixa. “Onde a população é mais pobre, a importância é maior. Em algumas regiões do Pais é o auxilio que está fazendo a economia andar”, completou.

“Cite um momento do Brasil onde os bancos privados disseram trabalhar pelo desenvolvimento do País. Isso não existe. O sistema financeiro no Pais é o mais explorado; eu diria até do mundo”

A Caixa e o trabalho remoto

Nas redes sociais, Pedro Eugenio mantém uma página no Facebook – o Datagenio – que funciona como um canal de informação com temas voltados aos empregados da Caixa.

A prorrogação do home office é um deles. Ontem, a Caixa informou que será estendido até 17 de julho. Pedro Eugenio considera que o trabalho remoto deva se prolongar por um período ainda maior, já que o País corre o risco de levar mais tempo para sair da crise sanitária.

“Vamos demorar mais do que outros paises para sair. É o único Ministério [da Saúde] do mundo que tem mais gente de coturno do que jaleco”, disse, referindo-se ao número de militares na Pasta.

Outros assuntos também deram o tom da conversa, como os PDVs e a Funcef. Assista a entrevista completa com Pedro Eugenio Leite, Sérgio Mendonça e Renata Vilela.

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