Clientes e bancários sofrem com as demissões nos bancos

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Quem precisa ir a uma agência bancária, já sabe que terá que enfrentar filas e demora no atendimento. A situação é ainda pior no início do mês, quando acontece o pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. O motivo para isso é bem simples, faltam bancários para atender à população.

Afinal, nos últimos 12 meses foram cortados 9.200 empregos no setor bancário. Isso sem falar no fechamento de 1.692 agências no ano passado e 642 outras, apenas no primeiro semestre de 2021. O resultado desta equação pode ser visto nas unidades que permanecem funcionando, onde os clientes são obrigados a esperar em longas, muitas vezes do lado de fora das agências, sob o sol ou a chuva.

Um exemplo do caos causado por esta política absurda dos bancos, pode ser observado em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, onde o Bradesco fechou duas das três agências da cidade, obrigando todos os clientes a procurarem a que restou. Com isso, as longas filas têm se formado ainda no início da manhã e segue durante todo o dia.

Os bancários também são vítimas da postura dos bancos. Milhares são demitidos todos os meses, mesmo durante a pandemia do coronavírus. Os que permanecem no emprego são obrigados a atender toda a clientela e ainda a bater metas absurdas de venda de produtos. Como consequência, muitos adoecem, não apenas pela covid-19, mas também pela sobrecarga de trabalho e a pressão psicológica. Não é à toa que a categoria tem alta incidência de lesões por esforços repetitivos (LERs) e doenças mentais.

Tudo isso para que os bancos possam aumentar os seus lucros, que já são exorbitantes.

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