Desertificação é tema de estudo

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Durante evento online realizado nesta quinta-feira (04), Sudene, Semas e Embrapa Semiárido lançaram o Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação de Pernambuco.
Estudo sobre desertificação em PE é apresentado

Apresentação do estudo ocorreu durante webinar realizado nesta quinta´-feira (04/03).

Odocumento com 120 páginas busca identificar e avaliar o processo de desertificação no Estado, a partir da caracterização de fatores socioambientais (solos, ambientes, cobertura vegetal, clima e socioeconomia); mapeamento; processo digital e verificação da verdade terrestre. Foram levantadas, ainda, informações sobre degradação do solo, erosão, diminuição da capacidade produtiva, assoreamento e salinidade de água dos poços, temperatura, precipitação, recursos hídricos, desmatamento e perda de biodiversidade.

O superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto, participou do encontro e afirmou que “está sendo entregue hoje um produto de grande valor, que vai abarcar novos pontos sobre esse processo de desertificação”, contribuindo, inclusive, para auxiliar outros estados da área de atuação da Superintendência. A Autarquia destinou recursos superiores a R$ 530 mil para o Zoneamento das Áreas Suscetíveis à Desertificação de Pernambuco.

O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, José Bertotti, informou que cerca de 2 mil pessoas foram ouvidas durante a construção do Zoneamento, incluindo agricultores, secretários municipais e representantes de sindicatos, associações, ONGs, comunidades e instituições de ensino e pesquisa. O resultado desse trabalho vai “subsidiar as políticas públicas com critério de sustentabilidade ambiental, possibilitando aprofundar pesquisas e ações de prevenção”, ressaltou. Durante a elaboração do documento, foram realizados 61 Diálogos municipais e 14 workshops regionais.

O Zoneamento descreve as situações de suscetibilidade à desertificação para as regiões do Agreste, Sertão, além de dois municípios da Zona da Mata Sul, recentemente incluídos no semiárido brasileiro, totalizando 123 municípios. Escassez de água, solos rasos, baixa fertilidade agrícola, evapotranspiração elevada e processos de desertificação são problemas enfrentados pelo estado de Pernambuco, que possui cerca de 90% do seu território sob a ação de clima semiárido. Diante de tal realidade, esse estudo “vem responder a uma necessidade de ampliar o conhecimento, como forma de melhor ambientar as políticas públicas”, enfatizou o governador Paulo Câmara.

Na busca de soluções, o Zoneamento leva em consideração a Agenda 2030; o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), elaborado pela Sudene; o PPA; a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR); e as políticas de ordenamento territorial e prevenção de processos de degradação. Em sua apresentação no encontro de hoje, o coordenador de Desenvolvimento Territorial, Infraestrutura e Meio ambiente da Sudene, Vitor Uchoa, falou sobre o PRDNE, com atenção especial à dimensão ambiental do plano. Ele destacou as ações propostas no Plano voltadas para aprimorar o gerenciamento integrado dos recursos hídricos, garantir o funcionamento pleno do Projeto de Integração do Rio São Francisco, promover a adaptação das áreas vulneráveis e aperfeiçoar a gestão do risco, além de buscar reduzir os núcleos de desertificação e as áreas degradadas por meio da recuperação do ecossistema.

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