Greve dos bancários – Após silêncio, patrões negociam hoje

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Agência Fortaleza Centro, dia 26 de setembro


 


A greve dos bancários completa 22 dias hoje, apresentando um quadro de 13.420 agências e 33 centros administrativos com as atividades paralisadas, o que representa 57% das agências, segundo dados da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).


Após 14 dias de silêncio – leia-se descaso e desrespeito com os trabalhadores e a sociedade – desde a última negociação, os patrões voltam a se reunir com o Comando de Greve na tarde de hoje. Vale lembrar que nesse período também não houve nenhum avanço, nenhuma reunião, nada que demonstre o interesse do governo em avançar nas pautas específicas dos bancos federais, a exemplo do BNB.


Na última rodada de negociação, ocorrida no dia 13 de setembro, foi apenas reapresentada a proposta de 7% de reajuste mais abono de R$ 3.300,00, muito aquém do que é reivindicado e merecido pela categoria. Convém enfatizar que os bancários não reivindicam abono, e sim melhoria salarial e outros benefícios que causem impacto positivo nos seus vencimentos.


Utilizar a crise econômica como argumento para não atender às justas reivindicações dos trabalhadores não é adequado para os bancos, isso porque com crise ou sem crise são o setor que mais lucra, graças à exploração da mão de obra de seus trabalhadores e à verdadeira extorsão legalizada praticada com a população, sob a forma de taxas e tarifas.


É necessário que o Comando de Greve mantenha uma postura firme na negociação. E em caso de proposta  rebaixada, que não apresente avanços substanciais, que seja rejeitada de imediato na mesa, como tem sido feito. É óbvio que em uma negociação é comum que os lados cedam; o que não se pode aceitar é que esse lado seja apenas o do trabalhador! É crucial que a negociação não se limite às cláusulas econômicas, mas também às demandas específicas de cada instituição.



No BNB, como já afirmamos reiteradas vezes, as demandas são inúmeras, algumas há décadas empurradas pra baixo do tapete, e afetam e muito a vida dos trabalhadores do Banco. Vão das mais complexas como os problemas na Capef – que impedem que o funcionário se aposente devido à redução substancial e surreal no salário, em alguns casos reduzido em até 60% após a aposentadoria – às mais simples, como a implementação de um mero ponto eletrônico. Entre elas, demandas variadas: Plano de Cargos e Remuneração, transparência nos processos de concorrência, trabalho gratuito, falta de isonomia de tratamento, insegurança, carência de mão de obra/convocação de novos trabalhadores dentre tantas outras.


É necessário portanto que a categoria se mantenha mobilizada no sentido de avançar tanto nas questões gerais da categoria, quanto nas específicas dos bancos, sobretudo os bancos públicos, cuja responsabilidade do processo é do Governo Federal.


Por negociação positiva já!

A AFBNB, há 30 anos, ao lado dos trabalhadores 


Source: Notícias – 300

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