Parlamentares lançam campanha por juros mais baixos

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O debate sobre as altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central (BC) chegou ao Parlamento. Nesta terça-feira (14/2), um grupo de deputados de diferentes legendas lançou uma campanha em defesa de juros baixos, além de uma frente parlamentar para debater o tema no Congresso.

A iniciativa, capitaneada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), conta com o apoio da bancada do PCdoB. Para a líder da legenda, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é essencial ampliar o debate sobre o tema na sociedade, pois só quem ganha com juros altos são especuladores e o mercado financeiro.

De acordo com a parlamentar, a Selic de 13,75% ao ano — o maior juro real do mundo, mantido na semana passada pelo BC —, atrofia o crédito, emperra o crescimento e faz explodir a dívida pública, ou seja, só favorece quem lucra com a valorização de títulos da dívida do governo no mercado financeiro.

“A lei que deu autonomia ao BC tem regras claras. Entre elas, uma que diz que o Banco Central e a política monetária têm que gerar emprego e crescimento. E não é isso que vemos. Esse juro extorsivo é completamente desconectado do mundo. O que mais me parece é que essa definição do BC é um boicote à lei que lhe deu autonomia e ao atual governo”, disparou Jandira.

Desde 2021, o Banco Central foi desligado do Ministério da Fazenda e seu presidente e diretores passaram a exercer mandatos de quatro anos, não coincidentes com o mandato presidencial. Assim, o atual presidente do banco, Roberto Campos Neto, indicado pela dupla Bolsonaro-Guedes, fica no cargo até dezembro de 2024. Já os diretores ficam em períodos diferentes, sendo que dois deles terminam no final de fevereiro. A indicação para os cargos é feita pelo presidente da República.

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