SEEB MA cobra maior cobertura de planos de saúde

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No interior do Maranhão há um déficit de profissionais da saúde conveniados para atender a categoria.

17/06/2022 às 11:02
ASCOM/SEEB-MA

 

É notório que cada vez mais os bancários estão preocupados com questões relacionadas à saúde mental e cobram ações concretas e diretas dos bancos, a fim de melhorar sua qualidade de vida. No Maranhão, por exemplo, a saúde mental do bancário(a) é preocupante.

Segundo o Projeto Escuta Clínica, realizado pelo SEEB-MA, 56% dos bancários maranhenses estão fazendo tratamento psiquiátrico e as causas do adoecimento são as mais variadas possíveis. Os bancos até oferecem planos de saúde, mas não se esforçam para aumentar a rede credenciada no Estado.

Aqui, boa parte dos bancários não utiliza os planos para tratamentos psicoterapêuticos por falta de profissionais conveniados, principalmente, no interior, onde apenas cerca de 10% dos psicólogos ou psiquiatras aceitam convênios. Além do mais, muitos profissionais de diversas especialidades estão pedindo descredenciamento da Cassi, do Saúde Caixa, do Bradesco Saúde e da Unimed (Itaú), devido aos baixos valores repassados pelos bancos pelas consultas.

“O SEEB-MA tem recebido diversas reclamações enviadas pelos bancários que utilizam esses planos de saúde, em especial usuários Saúde Caixa e da Cassi, que não tem mais credenciado médicos, deixando o atendimento à saúde da categoria a desejar, mas devido ao repasse irrisório dos bancos. Já estamos fiscalizando essa situação” – afirmou a diretora de saúde do SEEB-MA, Lívia Morais.

Como se não bastasse, nos bancos privados, os bancários e as bancárias têm evitado procurar auxílio médico por medo de serem diagnosticados com algum problema de saúde e, por causa disso, serem sumariamente demitidos, um absurdo que, infelizmente, tem acontecido com frequência, apesar da luta do Sindicato.

“Por isso, estamos realizando um levantamento de todas essas reclamações, inclusive com indicativo de realizar uma denúncia no Ministério do Trabalho, com possíveis ações judiciais, para que seja resolvida toda essa problemática, garantindo-se, assim, um atendimento de saúde de qualidade à categoria e o compromisso dos bancos com o bem-estar de seus funcionários” – finalizou a diretora Lívia Moraes.

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