Ação do SEEB-MA contra a CEF visa abolir o assédio

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A ação foi motivada após as denúncias contra o ex- presidente da CEF, Pedro Guimarães.

ASCOM/SEEB-MA

O SEEB-MA, em conjunto com o Centro Santo Dias de Direitos Humanos de São Paulo, ajuizou ação civil pública nessa quinta-feira (21/07) solicitando indenização de R$ 100 milhões da Caixa Econômica Federal, a título de danos morais coletivos, em razão da prática de assédio moral e sexual contra os empregados do banco. A ação foi motivada após as denúncias contra o ex-presidente da CEF, Pedro Guimarães.

Um dos objetivos do processo é obrigar a Caixa a revisar seus mecanismos internos de denúncia, prevenção e repressão a esse tipo de abuso. Vale ressaltar que o valor pleiteado não será revertido ao Sindicato nem aos seus associados, mas ao Fundo Nacional de Direitos Difusos, a fim de aprimorar os instrumentos de combate a toda forma de assédio contra os trabalhadores.

Segundo o advogado que assina ação, Marlon Reis, o pedido de indenização precisa ser elevado para que sirva como medida pedagógica e punitiva, pois, em 2018, o banco foi condenado em R$ 250 mil por danos morais coletivos em razão do assédio moral, mas, ao que parece, a quantia não foi suficiente para que essa prática fosse abolida nos locais de trabalho.

“Pelo contrário, a situação piorou, tornando-se um modelo de gestão cruel, baseado na humilhação e na inconveniência, que adoece os trabalhadores. Por isso, esperamos que seja feita justiça com a condenação pecuniária da Caixa, mas também com a determinação de que o banco contrate uma auditoria externa para elaborar e acompanhar um plano de eliminação do assédio nas agências bancárias; uma política de reconhecimento e valorização do trabalho da mulher, assegurando, sobretudo, o respeito nos locais de trabalho. Chega de assédio. Vamos à luta” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Dielson Rodrigues.

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