Armação do governo para vender a Caixa

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O governo Temer, em conluio com o mercado e a supervisão do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, porta-voz do sistema financeiro, está querendo aproveitar o caso do afastamento, por corrupção e outras irregularidades, de quatro vice-presidentes da Caixa, para privatizar a estatal, único banco federal 100% público.

 

 

O Ministério da Fazenda quer suspender o socorro de R$ 15 bilhões, oriundos do FGTS, o que coloca o banco em sérias dificuldades, inclusive para honrar regras internacionais de segurança bancária. A argumentação de Meirelles é que não pode liberar dinheiro do trabalhador para uma instituição com gestão temerária. Como se o governo Temer se preocupasse com a moralidade pública ou com o bem estar dos trabalhadores.

 

 

Pois bem, a saída apontada pelos mesmos que negam a liberação dos R$ 15 bilhões é abrir o capital da Caixa na Bolsa de Valores. E não para por aí. Propõem  cortes nas despesas com redução no quadro de pessoal e revisão no plano de saúde a fim de transferir custos para os empregados.

 

 

Resumindo, é a radicalização do programa de reestruturação, que tantos males tem provocado para os funcionários e a sociedade. Sinal da necessidade urgente de intensificar a mobilização e a resistência em defesa dos bancos públicos.

 

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