Ataques crescem no fim do ano. Foram 6 em 7 dias 

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Com a proximidade das festas de fim de ano, as quadrilhas especializadas em ataques a bancos se aproveitam para tocar o terror. Somente na Bahia foram registradas 46 ocorrências desde janeiro. O crescimento é de 265% em relação a 2020, quando foram 17 casos.

A fragilidade no sistema de segurança das agências bancárias facilita as ações das quadrilhas, normalmente bastante violentas. Foi o que aconteceu na cidade de Crisópolis, na madrugada de domingo. O Banco do Brasil e o Bradesco foram explodidos, causando estrago geral, inclusive à economia local.

O município conta com apenas 3 unidades. Agora terá apenas 1 e a população vai precisar se deslocar para outras cidades vizinhas para fazer simples operações. Um transtorno. Os comerciantes também perdem, pois o dinheiro deixa de circular e a situação que já está difícil com a política ultraliberal do governo Bolsonaro, consegue ficar pior.

Embora tenha um efetivo policial maior, Salvador não escapa dos ataques. Na capital baiana foram registradas 15 ocorrências neste ano. A última na noite de segunda-feira (06/12), uma tentativa de arrombamento na agência da Caixa, localizada no Largo do Tanque. Um dia antes, no domingo, o Bradesco do mesmo bairro havia sido arrombado.

Há muito tempo que o Sindicato dos Bancários da Bahia cobra dos bancos e do poder público medidas efetivas para coibir os ataques. O setor bancário é o mais lucrativo da economia – o balanço de janeiro a setembro deste ano passou dos R$ 80 bilhões -, portanto, sobra dinheiro para investir em segurança. O que falta é boa vontade para resolver um problema antigo, que amedronta a todos.

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