Bancos e governo atacam a saúde dos bancários

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A Febrabran (Federação Brasileira dos Bancos) e o INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) firmaram um acordo que dá ao empregador acesso aos bancários afastados, para a realização de reabilitação profissional e retorno ao trabalho. Absurdo.


O acordo deixa o funcionário exposto e à mercê das empresas. O governo Temer não está nem aí e os bancos têm histórico de prejudicar os empregados. A lista é grande. Demissão de empregados adoecidos, restrição de acesso a benefícios previdenciários e imposição de obstáculos à políticas públicas de proteção à saúde. 


Para os empregados, a realidade nas agências é de sobrecarga de trabalho e cobrança de metas, que acarretam nos altos índices de adoecimento da categoria.


As LER/Dorts são responsáveis por cerca de 30% dos afastamentos dos funcionários. É evidente que os bancos não estão dispostos a investir em prevenção de doenças ocupacionais. A única preocupação é com o lucro.


Como o INSS também é custeado pelos trabalhadores, o movimento sindical considera a articulação ilegal. A implementação de políticas previdenciárias é submetida à gestão democrática, como está previsto no artigo 194 da Constituição Federal.


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