Bancos melhoram a proposta, mas ainda podem avançar

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Estamos no 18º dia de uma greve forte e unificada e os trabalhadores já mostraram que não estão brincando. Após três propostas indecorosas – de 5,5%, 7,5% e 8,75% – os patrões, bancos privados e públicos, não tiveram como esconder a preocupação com a força do movimento e depois de muita enrolação, que vinha marcando as negociações, finalmente apresentaram uma proposta de reposição salarial com índice superior à inflação do período.


A proposta de 10% foi apresentada na negociação que está ocorrendo no dia de hoje. A mesma ainda contempla 14% sobre o vale refeição, mas impõe a compensação integral dos dias parados.


Para a AFBNB, a proposta ainda é insuficiente. A Associação entende que é possível avançar mais no índice – afinal, representa apenas 0,12% além da inflação no período e não repõe nada das perdas passadas! Diante dos lucros dos bancos, isso não é nada! Avanço também deve haver quanto aos dias parados, porque os trabalhadores não faltaram ao trabalho e sim se utilizaram de um instrumento de luta garantido na Constituição, um direito que os assiste!


Negociação específica no BNB já!


Os avanços devem também marcar as negociações específicas nos bancos públicos. Banco do Brasil e CAIXA já anunciaram que após a negociação geral de hoje irão negociar as específicas. O BNB, embora tenha o mesmo patrão que BB e CEF (o governo federal), não sinalizou nada ainda. A instituição tem a obrigação de quebrar o silêncio sepulcral que tem mantido até o momento e negociar de forma positiva as demandas específicas dos seus funcionários. O mesmo é válido para o Banco da Amazônia, que também é uma instituição pública.


As demandas no BNB são muitas, algumas mais complexas que outras. Se o leque de problemas é péssimo por um lado, por outro dá margem de sobra para a gestão do BNB propor saídas, se não para tudo, para muitas das pendências: isonomia de tratamento, reintegração dos demitidos, convocação dos aprovados, novo PCR, PLR linear, dignidade previdenciária e de saúde (retorno dos genitores ao plano natural), transparência nos processos de concorrência etc etc.


No objetivo de buscar solução para as demandas específicas a AFBNB já encaminhou ao BNB (veja aqui), no dia 16 de outubro, ofício cobrando a negociação.  Nesse sentido enfatiza que é importante que as demais entidades representativas façam o mesmo e corroborem com o movimento. A AFBNB se dispõe a assinar um documento conjunto para fortalecer essa luta.


Todos às assembleias


O Comando é quem  negocia, mas quem decide é a base. Por isso, é fundamental que os bancários permaneçam atentos ao que for direcionado pelos respectivos sindicatos, ou seja, que participem efetivamente dos fóruns que as entidades convocarem, sobretudo das assembléias – instância legítima e deliberativa para a aceitação ou não da proposta, bem como da continuidade da greve.


Até que se vote e aprove o contrário nas assembleias, a greve continua!


Source: Notícias – 500

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