GREVE – Bancos continuam enrolando. Bancários intensificam o movimento e dão o recado: Acordo só com índice superior à inflação

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Fiéis ao seu melhor estilo em matéria de enrolação quando exploram a sociedade com altíssimas tarifas e taxas de juros, os bancos continuam insensíveis diante das reivindicações dos trabalhadores. Em mais uma rodada de negociação ocorrida na tarde de quarta-feira (21) apresentaram uma proposta de 8,75% de reposição salarial, ainda abaixo da inflação calculada para o período (9,88%) e abissalmente incompatível com os impactos nos seus lucros, em torno de 20%, cerca de R$ 35 bilhões só no primeiro semestre de 2015, em comparação ao mesmo período do ano passado.


Diante da postura intransigente dos patrões, bancos privados e públicos – banqueiros e governo -, os bancários mais uma vez tomaram a decisão correta de rejeitar a proposta, a qual representa um insulto e tripudiação, haja vista também o reajuste estratosférico dos salários dos altos executivos /diretorias já anunciado pelos bancos, cujos índices chegam a 81% como é no caso do Bradesco. 


Para agravar ainda mais, se em âmbito geral da categoria está sobrando desrespeito para com os trabalhadores, nos bancos públicos, no tocante às questões específicas, a situação é não diferente, chegando até a ser pior! Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, por exemplo, marcaram negociações para quarta-feira (21), mas adiaram unilateralmente, remetendo para após a negociação da mesa única, que em primeiro momento estava agendada para 14h de ontem, quinta-feira (22), foi remetida para 17h, pelo horário de Brasília.


Ocorre que, sob a alegação de que não havia articulado com os bancos integralmente para formular uma proposta, a Fenaban,  após dar um “chá de cadeira” no comando nacional, comunicou o adiamento para a manhã de hoje (23), 9:30h, horário de Brasília.  Esse fato só confirma o desrespeito dos patrões, o descaso e falta de seriedade, além de manter a cultura da enrolação que tem sido peculiar dos Bancos quando se trata de negociar as demandas dos trabalhadores.  Conta outra!  Como é que se marca uma negociação, que já  vinha ocorrendo desde o dia anterior, sem o conhecimento integral dos bancos? É enrolação pura!  Isso merece no mínimo um registro de protesto do comando nacional no início da próxima negociação, o que se espera que de fato ocorra hoje como está prometido, e não apenas a comunicação ou a justificativa do motivo do adiamento conforme foi procedido.


Já o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a péssimo exemplo dos anos anteriores, permanece calado, em silêncio tumular! Não sinaliza com qualquer possibilidade de negociação específica, pelo menos que seja do conhecimento dos funcionários.  Da mesma forma como procedem o Banco do Brasil e a CAIXA, prefere se esconder atrás da Fenaban, entidade voltada para os bancos privados. ISSO NÃO É PENSAR POSITIVO! ISSO É AGIR NEGATIVO!


Tal comportamento só confirma que o governo federal, por meio dos bancos públicos, usa a Fenaban como subterfúgio para fugir da responsabilidade de assumir o protagonismo no processo de negociação e dar o exemplo, sendo que essa deveria ser a atitude correta de quem de fato está preocupado com a situação e realmente quer solucionar o impasse o quanto antes. Mas não é o que ocorre, lamentavelmente.


A AFBNB mais uma vez enfatiza que o comando de negociação deve fazer o registro quanto à necessidade de se discutir as questões específicas, por entender que a luta da categoria, principalmente nos bancos públicos, não se dá apenas pelas questões econômicas, mas pelo conjunto das demandas que vêm sendo postergadas há tempo.


Quanto à negociação desta sexta-feira (23), é fundamental também que o comando tenha uma postura firme na perspectiva de melhoramento da proposta, o que já está dito pela categoria mediante a forte greve nacional e unificada, que chega ao 18º dia hoje com mais de 12.500 unidades de trabalho fechadas. Assim, deve repassar o recado da base de que qualquer possibilidade de acordo só se dará a partir de uma proposta que contemple um índice de reposição salarial superior à inflação calculada para o período e medidas concretas quanto às questões específicas.


 


CHEGA DE ENROLAÇÃO!


BANCÁRIOS EM GREVE.


A AFBNB ESTÁ PRESENTE E APOIA ESSA LUTA


Source: Notícias – 500

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