Bancos precisam levar segurança a sério

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Os bancos não se importam com a segurança dos bancários e clientes. Mesmo com lucro de R$ 139 bilhões no ano passado, querem acabar com as agências, incentivando a migração para unidades de negócios – locais sem porta com detector de metal e vigilantes. Tudo para aumentar a lucratividade.

Em reunião do Grupo de Trabalho sobre Segurança Bancária, nesta segunda-feira (12/06), o diretor do Sindicato da Bahia, Adelmo Andrade, reforçou a importância dos instrumentos de segurança para inibir as ações das quadrilhas especializadas. Para os bancos, os mecanismos estão superados.

Os representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentaram números que desprezam a necessidade de instrumentos que amenizam as ocorrências. Ainda tentam invalidar a manutenção das portas, vigilantes e câmeras de segurança.

Os bancos querem justificar que as agências de negócios não trabalham com numerários, mas esquecem dos caixas eletrônicos e retiram os vigilantes dos locais, colocando a categoria em risco. Adelmo Andrade, que representou os bancários da Bahia e Sergipe, rebateu, ao lembrar os assaltos e agressões físicas que ocorreram na base do Sindicato.

A Fenaban ainda insistiu em afirmar que as agências de negócios não vão retirar empregos. O que foi rebatido pelo movimento sindical, já que acontecem fusões de agências e extinção de cargos. No fim, quem sai perdendo são os funcionários e clientes. Hoje, o país possui 450 mil bancários. Número que deve ser cada vez mais reduzido.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.

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