BNB debate FNE com Banco Central

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Segundo o presidente do BNB, Marcos Holanda, as contratações com o FNE já cresceram 30% neste ano



O presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, viajou a Brasília para se reunir hoje (15) com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Segundo Holanda, uma das pautas do encontro é sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). “É uma reunião basicamente para tratar da questão dos fundos constitucionais, em que existe eventualmente a possibilidade de mudanças da política de juros do FNE. Fui convocado para discutir isso”.


“Nós temos que ver porque essa questão do ajuste fiscal às vezes envolve os fundos, eventualmente uma das coisas que nós vamos trabalhar com o presidente Ilan pode ser isso. Os impactos com relação à negociação do ajuste fiscal”, comentou.


Questionado sobre uma possível diminuição das taxas de juros, Holanda disse que o encontro vai discutir de forma geral os fundos, “como o desempenho, performance, a evolução desses fundos. Acho que é importante a gente ter essa articulação porque nem sempre os fundos constitucionais são entendidos”.


Segundo ele, os recursos do BNB estão evoluindo bem, com o aumento das contratações no primeiro semestre. “No FNE, nós contratamos 30% a mais do que contratamos no primeiro semestre de 2016. Estamos animados com a questão de financiar infraestrutura, energia, água e saneamento e aeroportos”.


Desligamentos


Sobre o Programa de Incentivo ao Desligamento (PID), Holanda afirmou que já tem uma adesão considerada boa. “Eu acho que saem umas 200 pessoas. Até final do mês a gente conclui isso. Mas estamos tendo uma resposta boa”, considerou. De 472 funcionários do Banco do Nordeste que manifestaram interesse em aderir ao PID nesta nova edição da iniciativa, 45,7% são lotados no Ceará. De acordo com a instituição, foram 216 solicitações de funcionários do Banco no Estado de 693 pessoas elegíveis ao desligamento incentivado.


Renegociação de dívidas


Holanda ainda disse que o Banco do Nordeste está em processo de renegociação das dívidas dos agricultores.


“É importante que todos os agricultores percebam que o prazo limite é dezembro deste ano. É uma lei que realmente trouxe benefícios importantes então o Banco está preparando um programa forte de divulgação, de conscientização de que é uma oportunidade que os produtores não podem perder”.


Segundo ele, a aceitação está boa. “Está evoluindo bem, mas a gente quer avançar mais ainda neste segundo semestre. Estamos tentando fazer essa animação maior”, completou.



 


Source: SAIU NA IMPRENSA – 300

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