BNB Passaré: Sindicato realiza ato sobre futuro dos Bancos Públicos

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O Sindicato dos Bancários do Ceará realizou nesta terça-feira, 23/10, debate sobre o “Futuro dos Bancos Públicos”, reunindo entidades representativas dos funcionários e diversos trabalhadores no Centro Administrativo do Passaré.

O evento aconteceu na Praça Jáder Colares e contou ainda com a participação do economista Luiz Carlos Paes, coordenador estadual do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (SINAL), que falou sobre a ameaça que paira, mais uma vez, sobre as empresas públicas, com o projeto de uma das candidaturas à Presidência de privatizar pelo menos 150 estatais. “Dois projetos se colocam atualmente: um totalmente privatista e outro que se compromete com a defesa e fortalecimento das empresas públicas. Além do respeito à nossa soberania, há também a questão da defesa dos direitos humanos e sociais e da própria democracia”, alertou.

“Precisamos defender os bancos públicos, patrimônio do povo brasileiro, contra os constantes ataques do Governo e de setores empresariais e financeiros. Hoje podemos estar aqui fazendo essa conversa. Mas, nos anos 90, éramos proibidos de entrar aqui para debater com os trabalhadores e nós não queremos que esse tempo volte. Nós queremos banir essa prática do nosso dia-a-dia, porque esses tempos sombrios não podem voltar ao nosso Banco do Nordeste”, afirmou o coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, Tomaz de Aquino.

“Nós precisamos nos organizar para nos defender. Não estamos passando apenas por um processo eleitoral. Estamos passando por um amplo debate político. Está se propondo um liberalismo exacerbado para realizar privatizações aceleradas. Esse evento aqui é um chamado para todas as gerações. Estamos defendendo a geração de empregos, a distribuição de renda, o fortalecimento das nossas empresas públicas, o desenvolvimento de todas as regiões. Não adianta ficarmos passivos a tudo que está acontecendo. É preciso unidade e organização para combater qualquer retrocesso nos nossos direitos sociais e trabalhistas”, concluiu o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo.

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