Covid-19: Quebra de patentes de vacinas favorece Brasil, Índia e países pobres

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ONU pede quebra de patentes de vacinas

Em discurso no Fórum Econômico Mundial, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pede que patentes de vacinas sejam quebradas

Índia e Brasil possuem uma grande capacidade produtiva na área de vacinas. Contudo, mesmo em meio à pandemia, não operam com força total. Isso se dá porque apesar de terem a estrutura industrial necessária, os países não possuem a licença para fabricar todas as vacinas.

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De acordo com o diplomata português Antonio Guterres, atualmente secretário-geral da ONU, os países ricos podem fazer mais. Nesse sentido, pede que os laboratórios que desenvolveram as vacinas abram mão de sua propriedade intelectual. Dessa forma, Índia e Brasil – países em desenvolvimento – poderiam colaborar com a vacinação de suas populações e também de países mais pobres.

Patentes de vacinas já foram quebradas

Albert Sabin foi um cientista russo/polonês que além de desenvolver uma vacina oral contra a poliomielite, entrou para a História por renunciar aos direitos de patente. Isso possibilitou que sua vacina e seu nome chegassem ao mundo inteiro e a poliomielite, erradicada de diversos países.

Países em desenvolvimento também já conseguiram democratizar o acesso a medicamentos. Brasil e Índia fizeram isso com a fabricação dos genéricos, que são fruto da quebra de patentes de empresas farmacêuticas inovadoras.

O mundo precisa de vacinas

Antonio Guterres parecia saber muito bem do público ao qual se dirigia no Forum Econômico Mundial. Por isso, o argumento do secretário-geral da ONU foi certeiro – os países ricos não estarão seguros enquanto o mundo todo não for vacinado. Além disso, não haverá avanço na reabertura da economia mundial enquanto a pandemia não for erradicada de vez.

Em outras palavras, Guterres se aproxima do Papa Francisco quando este diz que a salvação será coletiva ou não será.

 

 

 

 

 

 

 

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