Descaso dos bancos com agências do interior

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Os bancos não ligam para a segurança de funcionários e clientes e os prejuízos causados pelos ataques contra as agências vão muito além das explosões. As empresas estão se aproveitando para fechar definitivamente as unidades, deixando toda uma cidade desassistida.

É o caso de Coronel João Sá, município com mais de 16 mil habitantes. O BB foi explodido em janeiro e para fazer simples operações, como saques, os clientes têm de se deslocar quilômetros até outra cidade. O problema se repete em São Desidério e Correntina.

Não para por aí. A lista de cidades sem serviço bancário decorrente da falta de segurança é grande. Mas, os bancos fecham os olhos enquanto os ataques continuam acontecendo, sobretudo no interior.

A Bahia registrou 38 ocorrências desde de janeiro e 35 foram no interior. As explosões lideram, com 29 registros. Nestes casos, além do dano às agências, muitas vezes imóveis vizinhos são afetados. Sem falar na violência. As quadrilhas chegam tocando o terror, causando um verdadeiro pânico.

O comércio local também sente os reflexos da negligência dos bancos. Em alguns casos, segundo denúncias, as vendas têm redução de cerca de 70%. Um prejuízo à economia da cidade. O Sindicato dos Bancários da Bahia tem pressionado os bancos para que invistam em segurança e reabram as agências. Paralelamente, cobra atuação do poder público.

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