DÍVIDA CRESCE POR CAUSA DOS JUROS, MAS A GRANDE IMPRENSA DIZ QUE A CULPA É DOS GASTOS SOCIAIS

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Dia 8/11/2023, o jornal Correio Braziliense divulgou notícia com a manchete “Dívida pública bruta cresce R$ 601 bi de janeiro a setembro”, citando o termo “gastança” e dizendo que isso “está mais relacionado ao excesso de gastos e “parcialmente” ao efeito da conta de juros. Porém, analisando o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP) do Governo Federal (texto aqui), verifica-se que neste ano (até o dia 10/11) a dívida pública está SUGANDO, e não financiando as áreas sociais.

Isso porque, neste período, o pagamento de juros e amortizações da dívida pública utilizou R$ 179 bilhões de fontes que nada têm a ver com a emissão de novos títulos da dívida, enquanto o caminho inverso (gastos sociais financiados pela emissão de novos títulos da dívida) representou apenas R$ 113 bilhões. Portanto, no final das contas, foram R$ 66 bilhões RETIRADOS das áreas sociais para abater a dívida pública.

Isso desconsiderando os R$ 1,669 trilhão gastos com a dívida pública no mesmo período, provenientes da emissão de novos títulos, que também poderiam ser destinados para investimentos sociais, como ocorre nos países desenvolvidos. Porém, aqui no Brasil, com juros absurdamente altos e prazos super curtos, a dívida pública serve apenas para financiar o próprio pagamento dos juros e amortizações da própria dívida, que por isso está marcada por graves ilegitimidades.

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