Em defesa do BNB, dos demais Bancos públicos e dos trabalhadores: AFBNB reafirma posicionamento contrário aos balões de ensaio pela privatização/incorporação.

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Vez em quando a imprensa repercute matéria dando conta de iniciativas que, em nome de um suposto “crescimento econômico”, sugerem a velha receita da privatização ou incorporação dos Bancos Regionais – BNB e BASA – por outros bancos. Por coincidência, tais sinalizações ocorrem sempre em momentos de crises (fabricadas) possivelmente como forma de aferir a receptividade dos comandantes políticos de plantão, os quais são, por sua vez, comandados pelos que articulam as iniciativas, ou seja, os donos do capital.


Recentemente, em 2015, um “estudo” divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontava a necessidade de o país fechar 2015 com um superávit primário da ordem de 3,3% do PIB para conter a dívida pública. O citado estudo defendia entre os pontos o “corte” de 25 instituições públicas, dentre elas o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), estudo este tempestivamente desqualificado pela Associação. (relembre aqui – https://www.afbnb.com.br/noticias_detalhes.php?cod_noticia=13571&cod_secao=1).


Sem causar surpresa, pelo menos para a AFBNB, que há muito denuncia, aborda e pauta a questão junto aos diversos segmentos da sociedade, principalmente o Parlamento, sempre em contraponto, mais uma vez a matéria retorna às páginas, desta feita em forma de estudo da Fundação Getúlio Vargas, o qual indica que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal, pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. O BNB e o BASA surgem como passíveis de serem incorporados ao Banco do Brasil (saiba mais em http://blogdoeliomar.com.br/estudo-aponta-que-bnb-pode-ser-incorporado-ao-banco-brasil/)


Da mesma forma como procedeu outras vezes, a AFBNB manifesta o entendimento de que se trata de mais um balão de ensaio encomendado para justificar ou alimentar possíveis medidas tomadas pelo Governo Federal de enfraquecimento das estatais e ataque aos trabalhadores. Assim a Associação ratifica a inserção nas lutas em defesa dos Bancos e demais órgãos públicos que vêm sendo travadas Brasil afora, por meio de fóruns, atos, seminários, audiências públicas nas casas legislativas, articulações, mobilizações e outras formas participativas da sociedade, sempre para enaltecer a importância dessas empresas na promoção de políticas públicas e para o desenvolvimento do país.


Direcionamentos dessa natureza revelam o desconhecimento das dinâmicas regionais, o preconceito e o desprezo intencional às regiões – Norte e Nordeste – atendidas por esses Bancos, ante as dificuldades que as mesmas enfrentam. Tais dificuldades são históricas decorrentes de inúmeros fatores, sendo um dos principais a ausência de políticas públicas de desenvolvimento regional, elaboradas de forma a estimular as potencialidades locais, considerando a realidade, inclusive hídrica.


É lamentável que um centro de estudos como a FGV feche os olhos para o que acontece ao redor do mundo, para as diferenças entre as regiões e a necessidade de instrumentos específicos que deem conta das demandas também específicas. Na Europa, por exemplo, ocorreu o contrário, quando os países da União Européia contribuíram para que Portugal e Espanha,  que enfrentavam dificuldades, avançassem.


O Brasil precisa avançar e compreender que só há solução para o país se houver solução para as regiões mais carentes e demandantes de maior atenção, como é o caso do Nordeste,  e que só há solução para o Nordeste se houver solução para o semiárido.


A AFBNB, ao tempo em que repudia tais inciativas de estudos direcionados, reafirma sua luta em defesa dos Bancos Públicos, em especial as instituições regionais. Neste sentido continuará pautando o assunto junto à Bancada Nordestina alertando para os riscos que esse ataque representa, e seguirá atenta e mobilizada contra qualquer medida que aponte na fragilização do BNB, dos trabalhadores e da própria região.


 


Não à privatização/incorporação!


Não ao desmonte!


Não ao fechamento de agências!


Não à reestruturação!


 


 


A AFBNB firme, com resistência e autonomia.


Gestão Unidade e Luta


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