Gildomar Marinho, conselheiro fiscal da AFBNB, é um dos vencedores do prêmio Grão de Música

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Já foi-se o tempo em que o conceito de desenvolvimento deixou de se relacionar apenas às questões econômicas, passando a abranger aspectos do campo social. Para um país ser considerado desenvolvido não basta mais ter abundância de recursos financeiros se seu povo não tiver qualidade de vida. Nesse sentido, a cultura ocupa um espaço estratégico – e ainda, infelizmente, pouco estimulado pelo Estado brasileiro.

Essa relação – capital financeiro x qualidade de vida – não é óbvia; basta ver o Brasil, a oitava economia no mundo e com uma concentração de renda recorde, que relega a maioria de sua população a condições precárias de vida e sem acesso a inúmeros direitos, entre eles a cultura.

A variedade das manifestações culturais faz pare da riqueza imaterial de um povo, contribui para a construção das identidades, para a unidade de uma nação a partir das diferenças. Por isso é tão importante que espaços como os Centros Culturais do BNB sejam não apenas fortalecidos, valorizados e multiplicados, mas sobretudo integrados em uma política de desenvolvimento regional.

Por isso também que nos deixa tão felizes ver prêmios nacionais como o Grão de Música premiando um funcionário do BNB e integrante do Conselho Fiscal da AFBNB, defensor da arte e da cultura, Gildomar Marinho. Gildomar foi um dos 15 agraciados, ao lado de Rolando Boldrin e outros artistas, a receber a premiação na semana passada, em São Paulo (saiba mais aqui – https://farofafa.cartacapital.com.br/2019/10/18/premio-grao-2019/). Nadando contra a maré do preconceito, do desinvestimento em cultura, da falta de financiamento e de apoio, Gildomar e tantos outros artistas mostram no dia a dia que, como diz, Ferreira Gullar, “a arte existe porque a vida não basta”!

Todas as canções premiadas podem ser ouvidas em https://premiograodemusica.com.br/premio-grao-de-musica-vii-2019/

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