Greve continua. Bancários resistem e dizem não à tentativa de golpe dos patrões

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Dois dias seguidos de “negociação” e absolutamente nada de novo, a não ser o acréscimo de alguns reais no abono, que passaria de R$ 3.300,00 para R$ 3.500,00, o que é ilusório, uma vez que tal verba não é incorporada no salário e não repercute positivamente nos rendimentos futuros do trabalhador.


Os patrões insistem em manter a intransigência de não repor a  inflação, ou seja, reduzir salários, e ainda prorrogar o acordo para dois anos, com mísero 0,5% além da inflação em 2017, o que é um verdadeiro golpe acintoso à categoria como um todo e às entidades sindicais em particular. O que eles querem com essa proposta não é outra coisa senão enfraquecer a categoria, levar à acomodação, enfraquecer as entidades representativas que certamente teriam mais dificuldade em mobilizar os trabalhadores após dois anos parados. Logo, tão insulto deve ser desconsiderado pelos trabalhadores.


 A proposta foi rejeitada  pelo Comando de greve já na mesa, da mesma forma como ocorreu em situações anteriores, por ser irrisória. Assim, não cabe mais apreciação em caráter deliberativo sobre a mesma, nos fóruns que vierem a ser convocados pelos sindicatos.


 Na segunda-feira (3/10) deverão ocorrer assembleias em todo o país para analisar a questão e discutir formas de fortalecer a greve, agregar mais bancários ao movimento paredista e ir para as ruas, mostrar à população os motivos pelos quais estão em greve e que a culpa é dos banqueiros e do governo.


O momento é decisivo e só há dois caminhos: ceder à pressão dos patrões (banco e governo) e sair derrotado ou intensificar o movimento e parar tudo, invertendo a lógica e pressionando os patrões, conquistando não apenas índice melhor, mas respostas positivas para as demandas específicas. Motivos não faltam! São os mesmos para todos – os que estão em greve e os que não estão em greve. Logo, quem ainda não aderiu ao movimento deve vir para a luta, pois sem a luta não só não se conquista, como se perde o que já se tem. Constatação disso é o estudo do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte cuja conclusão é de que se a categoria não tivesse paralisado suas atividades nos últimos 15 anos a perda salarial seria de 30%!


Um capítulo à parte nessa história é a postura nada autônoma do BNB mais uma vez, que permanece escondida por trás da Fenaban, ignorando a realidade nada alentadora da instituição e dos seus trabalhadores. Sempre se espera mais da administração do Banco! Há muito o que fazer e que poderia já ter sido feito, mas o nosso tempo é agora! Por isso, cobramos negociação específica e positiva já!


AFBNB, 30 anos ao lado dos trabalhadores


Source: Notícias – 300

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