No grupo prioritário, bancários ainda aguardam vacinação em São Paulo

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Apesar de inclusão no Plano Nacional de Imunização, trabalhadores ainda esperam novo calendário do governo Doria no estado de São Paulo

O Sindicato dos Bancários de São Paulo enviou, na última terça-feira (20), um novo ofício à prefeitura de São Paulo reivindicando a imunização

São Paulo – Os bancários aguardam o calendário de vacinação em São Paulo, após nota técnica do Ministério da Saúde que colocou os trabalhadores no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI). A decisão proferida no último dia 16, também acrescentou os funcionários dos Correios à fila preferencial.

Apesar da permissão do Ministério da Saúde, os bancários afirmam que ainda não têm expectativa para o começo da vacinação, pois o governo de São Paulo não divulgou o novo calendário de imunização. A nota técnica da pasta federal estabelece que 20% do total de doses distribuídas aos estados sejam direcionados para atender bancários e trabalhadores dos Correios.

“Quando o governo de São Paulo inicia a vacinação?”, questionou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva. “Na base do sindicato estamos conversando com os prefeitos e conseguimos avançar na vacinação em pelo menos seis dos municípios: Cotia, Barueri, Itapevi, Juquitiba, Embu Guaçu e Taboão da Serra. Nos demais municípios, o sindicato continua lutando pela prioridade para a categoria”, acrescentou.

O Sindicato dos Bancários enviou, ontem (20), novo ofício à prefeitura de São Paulo reivindicando a imunização contra a covid-19 de todos os bancários que trabalham no município, como determina o documento do Ministério da Saúde.

Bancários e a covid-19

Apesar da decisão do governo federal, o sindicato alerta que o governo de São Paulo já anunciou que não incluirá os bancários como grupo prioritário no plano estadual de vacinação. “Seguiremos pressionando o governador João Doria pela inclusão dos bancários. E ainda atuando junto às prefeituras e câmaras municipais”, afirmou Ivone.

No primeiro trimestre, a média mensal de óbitos foi de 18,3. Já de fevereiro a abril, subiu para 52, com crescimento de 176,4%. Os dados são de levantamento feito pelo Dieese a partir do “novo” Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Para a presidenta da entidade, o governo federal deveria ter atendido a categoria há mais tempo e, com o ritmo lento da vacinação no país, é preciso imunizar os grupos prioritários rapidamente. “No estado de São Paulo, por exemplo, só 16% da população está imunizada com as duas doses, e a maioria da categoria bancária está na faixa entre 18 a 34 anos. Nessa corrida pela vida, adiantar a vacina em semanas e até mesmo em um mês com certeza salvará muitos trabalhadores”, destaca Ivone

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