Opinião – Fortalecimento da greve: resistir às pressões para conquistar

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* Por Dorisval de Lima


 


A greve nacional dos bancários chega ao décimo quinto dia com um número expressivo de adesão. Já são quase catorze mil unidades paralisadas, mais  de 60% do total, entre agências e órgãos administrativos dos Bancos em todo o país.


O poder de organização, mobilização e resistência que os trabalhadores têm demonstrado até o momento tende a crescer, diante da insensibilidade dos patrões do setor privado (banqueiros) e do setor público (governo), os quais se alinham na proposta miserável, já rejeitada pela categoria, de 7%, bem inferior à inflação, o que na prática significa a redução de salários, mais um abono de R$ 3.300,00, verba indenizatória como reconhecimento da dívida, que não tem qualquer impacto sobre os salários.


Não diferente de outros momentos e do que ocorre nas greves em geral, os Bancos já começam a utilizar de métodos não recomendáveis no intuito de intimidar os trabalhadores e, assim, forçar o recuo do movimento. Práticas antissindicais, mensagens, recadinhos, retirada do material dos sindicatos das portas das agências, utilização do aparato jurídico, entre outros instrumentos, são formas utilizadas neste sentido.


Contra esse comportamento, os bancários já deram resposta à altura e reforçam: manter a resistência com a  intensificação da GREVE! Não há outro caminho que não seja recrudescer o movimento para quebrar a intransigência patronal e do governo na perspectiva da obtenção de conquistas gerais e específicas da categoria. A GREVE continua! “Só a luta muda a vida”.


Dorisval de Lima – diretor de comunicação e cultura da AFBNB


 


Source: Notícias – 300

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