Opinião – PLR integral, uma incógnita no BNB – Por Assis Araújo

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Nos últimos anos a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) tem negado a participação nos lucros e resultados (PLR) na sua integralidade aos trabalhadores da instituição. Ao se aproximar o período para o cumprimento do que consta do acordo coletivo de trabalho sobre a matéria, mais uma vez, naturalmente, surge a expectativa de que “justiça seja feita”, ou seja, que de fato os construtores dos resultados sejam reconhecidos e recebam o que lhes é efetivamente de direito pelo resultado.


 


Enquanto outras instituições financeiras, sobretudo vinculadas ao mesmo patrão, o governo federal, a exemplo do Banco do Brasil, já anunciam o cronograma de pagamento, “por aqui” segue a tradição: o silêncio em torno do assunto.


 


Os funcionários do BNB seguem vítimas da burocracia institucional que complica até o entendimento quanto ao conteúdo da folha de pagamento, principalmente quando se trata de férias. Se o lucro e resultado são dados, os dividendos aos acionistas conhecidos e têm sistemas à disposição, o que segura a transparência?


 


Será que aparecerão os já conhecidos esqueletos que aviltam a PLR dos trabalhadores?   Será que os funcionários serão tachados de ineficientes para o resultado? Será que pedras no caminho serão encontradas para justificar possível redução? Aliás, variáveis redutoras não faltam! Para os “de baixo”, óbvio. Para os “de cima” não há esbarro. 


 


Já está passando da hora de a direção do BNB verdadeiramente reconhecer, valorizar, estabelecer a equanimidade e praticar a isonomia de tratamento em todos os sentidos em relação aos funcionários da instituição. Tem uma ótima oportunidade agora com o pagamento da PLR.


 


Assis Araújo é Diretor de Organização e Finanças da AFBNB


 

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